Lyon (FRA), 23/05/2026 – O técnico Paulo Fonseca afirmou que a convocação de Endrick para a Copa do Mundo de 2026 era “inevitável” após o rendimento do atacante de 19 anos no Olympique Lyonnais. Em entrevista ao site Flashscore Brasil, o português citou a rápida adaptação do ex-Palmeiras e Real Madrid como fator decisivo para que Carlo Ancelotti o incluísse na lista final da Seleção Brasileira.
Adaptação relâmpago na França
Contratado por empréstimo em janeiro de 2026, Endrick precisou encarar um novo idioma, modelo de jogo distinto e a pressão de reerguer a carreira após sequência limitada no Real Madrid. Mesmo assim, tornou-se titular em 14 de 16 partidas disputadas pelo Lyon, registrando 5 gols e 7 assistências.
Fonseca destacou que o jovem “melhorou fisicamente, evoluiu taticamente e passou a impactar o jogo coletivo”, pontos que o staff da Seleção vinha monitorando desde sua lesão em 2025.
Raio-X: os números de Endrick no Lyon
- Jogos: 16 (14 como titular)
- Gols: 5
- Assistências: 7
- Participação direta: 0,75 gol por partida
- Conversão de finalizações: 23%
- Minutos por participação em gol: 98
Para efeito de comparação, o Lyon marcou 28 vezes no período: Endrick esteve envolvido em 43% desses lances.
O encaixe na Seleção de Ancelotti
Desde a estreia em novembro de 2023, Endrick acumula 15 jogos, 3 gols e 2 assistências pela equipe principal do Brasil. O retorno em maio ocorre após quase um ano fora por lesões e falta de minutos no clube espanhol.
No 4-3-3 habitual de Ancelotti, o atacante pode atuar tanto como referência móvel quanto aberto pela direita, função em que iniciou a jogada do pênalti sofrido contra a Croácia no último amistoso. Sua capacidade de atacar a profundidade e gerar assistências responde a uma carência identificada no ciclo: o Brasil marcou só 1,1 gol por jogo entre março de 2025 e março de 2026, quarto pior índice entre os 10 sul-americanos classificados.
Imagem: Internet
Impacto futuro para Lyon e Brasil
Para o Lyon, a vitrine da Copa do Mundo eleva o valor de mercado de Endrick e abre discussão sobre a permanência após o empréstimo – o Real Madrid detém seus direitos e poderia utilizá-lo em 2026/27. Já a Seleção ganha uma peça versátil num elenco que mescla experiência (Vinícius Júnior, Rodrygo) e renovação (Ângelo, Marcos Leonardo).
Conclusão prospectiva
Com apenas quatro meses em solo francês, Endrick converteu produção estatística em protagonismo técnico que convenceu Ancelotti. Se mantiver a curva de crescimento vista no Lyon, o atacante tem potencial para ser mais que mera opção de banco na Copa: pode redesenhar o hierarquia ofensiva do Brasil e, de quebra, influenciar os rumos do mercado europeu na próxima janela.
Com informações de Trivela