VP de eventos comenta como o aluguel das sedes pode impulsionar novas receitas

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Rio de Janeiro, 23/09/2025 – O Vasco da Gama oficializou nesta terça-feira (23) a criação da Vice-Presidência de Eventos, que ficará a cargo de Cristiano Botinha, também responsável pela pasta de E-Sports. A nova estrutura nasce com a missão de transformar a locação de sedes históricas – como a Náutica da Lagoa, o Calabouço e áreas internas de São Januário – em fonte recorrente de receita para o clube.

Por que o Vasco aposta em eventos agora?

A decisão partiu de um diagnóstico simples: instalações subutilizadas. Segundo Botinha, parte significativa da torcida desconhece que a sede da Lagoa abriga um salão apto a receber festas de casamento e aniversários. Em média, São Januário é usado cerca de 40 vezes ao ano exclusivamente para partidas de futebol, deixando 325 datas em aberto para outros formatos de entretenimento. Ao centralizar a gestão comercial desses espaços, o clube busca:

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  • Elevar a diversificação de receitas em linha com práticas de mercado de grandes arenas esportivas;
  • Aumentar a ocupação dos imóveis patrimoniais sem comprometer a agenda esportiva;
  • Fortalecer a interação com o torcedor em dias sem jogos, estimulando o engajamento do sócio.

Raio-X das sedes e potencial de faturamento

Sede Náutica da Lagoa
Capacidade estimada: ~400 convidados em eventos sociais.
Diferencial: vista panorâmica para a Lagoa Rodrigo de Freitas, localização nobre (Zona Sul).
Potencial comercial: pacotes de casamento, aniversários e fanfests em dias de jogo, com traslado para São Januário.

Calabouço
Vocação: feiras, exposições e eventos corporativos de médio porte.
Ponto forte: proximidade do Aeroporto Santos Dumont, facilitando logística para empresas.

Estádio de São Januário
Uso atual: cerca de 40 partidas/ano.
Oportunidade: shows, festivais gastronômicos e eventos de e-sports em datas livres.
Benchmark: arenas como Allianz Parque e Neo Química Arena, que superam 100 eventos extrafutebol por temporada.

Modelo operacional e metas da vice-presidência

Para assumir a pasta, Botinha apresentou um plano de negócios com projeções de receitas e despesas. Entre as metas indicativas:

  • Ocupar ao menos 60% da agenda anual dos salões da Lagoa até o fim de 2026;
  • Lançar um calendário de fanfests com capacidade escalável conforme a demanda de jogos em São Januário;
  • Inserir São Januário no circuito de grandes shows do Rio durante a baixa temporada do futebol.

Impacto tático-financeiro para o clube

Em um cenário de SAF e orçamentos rigidamente controlados, cada nova linha de receita contribui para:

  • Reduzir a dependência de cotas de televisão e direitos de transmissão;
  • Amortizar custos operacionais do estádio, como manutenção e modernização de infraestrutura;
  • Incrementar o fluxo de caixa para investimentos em categorias de base e reforços pontuais no elenco profissional.

Próximos passos

Com a equipe já composta e os espaços inventariados, a Vice-Presidência de Eventos inicia campanhas de divulgação junto ao mercado corporativo e ao público geral. As primeiras datas da fanfest na Lagoa devem ser anunciadas nas próximas semanas, servindo como projeto-piloto para mensurar ticket médio, adesão da torcida e viabilidade logística do traslado até São Januário.

Conclusão – Se o calendário proposto for cumprido, o Vasco tende a ampliar a ocupação patrimonial ao longo de 2026, criando um ciclo virtuoso: mais eventos geram receitas extras, que financiam melhorias estruturais, atraindo novos locatários. A efetividade dessa estratégia será testada já no verão carioca, período de alta demanda para festas e shows, e poderá redefinir o modelo de negócios do clube nos próximos anos.

Com informações de NetVasco

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