Espanha mostra versão quase ideal com duas facetas de Pedri e boas notícias pré-Copa

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Quem: Seleção da Espanha. O quê: vitória por 3 x 1 sobre o Peru em amistoso. Quando: segunda-feira, 8 de junho de 2026. Onde: Cidade do México. Por quê: último teste antes da estreia na Copa do Mundo, servindo para avaliar titulares e recuperar atletas em dúvida.

Análise tática: o 2-3-5 de De la Fuente e o papel “camaleão” de Pedri

A Espanha manteve sua identidade de posse (69 %) e posicionamento agressivo, organizando-se em fase ofensiva num 2-3-5. Nesse desenho, Pedri começou como meia à esquerda, atacando a última linha; aos 31′, chegou à área pequena como um falso 9 para marcar o segundo gol. Na etapa final, após a entrada de Dani Olmo, o camisa 20 recuou para a zona de construção, repetindo a função que exerce no Barcelona. A alternância evidenciou a capacidade da equipe de criar superioridade tanto entrelinhas quanto na saída de bola.

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À frente, Mikel Oyarzabal executou movimentos de apoio e ruptura. Logo no primeiro minuto, recebeu entre zaga e meio, girou e finalizou no ângulo para abrir o placar. Nas ações seguintes, atraiu marcadores para liberar o corredor interno a Pedri e Fabián Ruiz, reforçando a fluidez de um jogo de posição que busca invadir o terço final com cinco peças.

Raio-X da partida

  • Posse de bola: ESP 69 % x 31 % PER
  • Finalizações: ESP 13 (7 no alvo) x 8 (3 no alvo) PER
  • Gols: 1′ Oyarzabal; 31′ Pedri; 50′ (contra) Pedro Gallese; 65′ Jairo Vélez
  • Mapa de calor de Pedri: primeiro tempo 46 % no terço ofensivo; segundo tempo 61 % no meio-campo
  • Desarmes certos: Rodri 4, Cucurella 3

Defesa sólida, mas atenção às costas dos zagueiros

A dupla Aymeric Laporte–Pau Cubarsí registrou 93 % de acerto nos passes e controlou a construção curta do Peru, porém cedeu três infiltrações em bolas longas de Adrián Ugarriza e Jhonny Vidales. O ponto de alerta se concentra no alinhamento da última linha em transição defensiva, sobretudo quando os laterais Marcos Llorente e Cucurella avançam simultaneamente.

Recuperação física e disputa por vagas nas pontas

Mesmo com as baixas de Lamine Yamal e Nico Williams — poupados, mas previstos para a 2ª rodada da Copa —, a atuação de Ferran Torres e do suplente Yeremy Pino assegurou profundidade pelo lado direito. Já Rodri completou 60 minutos sem restrição, fundamental para o balanço defensivo e a ligação com os zagueiros.

O que muda para a Copa do Mundo

Integrante do Grupo H, a Espanha estreia em 15 de junho contra Cabo Verde. A vitória consolida o onze considerado ideal: Unai Simón; Llorente, Cubarsí, Laporte, Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz, Pedri; Yamal (quando liberado), Nico Williams (idem) e Oyarzabal. A versatilidade de Pedri permite a De la Fuente alternar entre 4-3-3 e 4-2-3-1 sem mexer em peças, enquanto Oyarzabal se afirma como referência num setor carente desde 2018.

Perspectiva: Se confirmar a solidez defensiva e manter a rotação de funções de Pedri, a Fúria chega à Copa com modelo de jogo maduro e múltiplas opções de ataque. Os testes físicos de Yamal e Williams nos próximos treinos indicarão o grau de potência ofensiva já na estreia.

Com informações de Trivela

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