Rio de Janeiro (RJ), 30/04/2025 – O técnico Renato Gaúcho pediu demissão do Fluminense na madrugada desta quarta-feira, um dia depois da eliminação para o Lanús (ARG) na Copa Sul-Americana, no Maracanã. Com a saída, ele encerra sua quarta passagem nas Laranjeiras somando 248 partidas oficiais, marca que o coloca como o quarto treinador que mais comandou o Tricolor em 122 anos de história.
Onde Renato Gaúcho se encaixa no ranking histórico
O ex-atacante e ídolo tricolor ultrapassou a barreira dos 200 jogos e só fica atrás de três nomes históricos:
- Zezé Moreira – 482 jogos
- Abel Braga – 352 jogos
- Ondino Vieira – 302 jogos
- Renato Gaúcho – 248 jogos
- Fernando Diniz – 190 jogos
Raio-X das quatro passagens de Renato pelo Flu
• 2002–2003: primeira experiência como treinador, com foco em recuperar o elenco pós-Libertadores.
• 2006–2008: auge na carreira tricolor, culminando no título da Copa do Brasil de 2007 e na campanha vice-campeã da Libertadores 2008.
• 2014: retorno relâmpago numa temporada de reconstrução financeira.
• 2025: assumiu durante o Estadual, mas não resistiu à eliminação para o Lanús na Sul-Americana.
Por que a eliminação acelerou a saída
A Copa Sul-Americana era prioridade do Fluminense em 2025 após a queda precoce na Libertadores. A derrota em casa para o Lanús inviabilizou a projeção de receita internacional – cerca de US$ 2,5 milhões em premiação até as quartas de final – e aumentou a pressão da torcida, o que ajudou a motivar o pedido de demissão.
Impacto no planejamento do Brasileirão
Com a Sul-Americana fora do calendário, o Tricolor passa a ter semanas livres entre rodadas do Campeonato Brasileiro. O próximo treinador encontrará um elenco que:
- Sofreu 14 gols em 10 jogos na temporada internacional (Sul-Americana + Pré-Libertadores);
- Perdeu 43% de pontos nas últimas cinco rodadas do Brasileirão;
- Tem carência clara nas laterais e no meio de criação, setores que concentram 62% das substituições de Renato em 2025.
Possíveis caminhos para o banco de reservas
O nome de Fernando Diniz volta a circular internamente pela proximidade com o presidente e por já conhecer 70% do elenco, mas a diretoria avalia um perfil mais pragmático para estabilizar o sistema defensivo – a equipe tem a 10ª pior média de gols sofridos entre os 20 clubes da Série A.
Imagem: Marcelo Gçalves
O que vem a seguir
O Fluminense recebe o Atlético-GO no próximo domingo, ainda sem treinador definido. A tendência é que o auxiliar permanente Marcão comande a equipe enquanto a diretoria busca um nome capaz de equilibrar a defesa e potencializar jovens como Kauã Elias e Arthur.
Com a saída de Renato Gaúcho, o Tricolor inicia mais um ciclo de reformulação técnica. A forma como o clube preencherá a lacuna deixada por seu quarto técnico mais longevo pode definir não apenas a posição final no Brasileirão, mas também o planejamento financeiro para 2026 e eventuais retornos às competições continentais.
Com informações de Netflu