Rio de Janeiro (RJ) – A confirmação da saída de Renato Gaúcho após a eliminação na Copa Sul-Americana e o anúncio do argentino Luís Zubeldía como novo técnico do Fluminense abrem caminho para que jogadores pouco utilizados até aqui voltem a ter espaço já nos próximos compromissos do clube.
Por que a mudança de treinador altera a hierarquia do elenco?
Renato vinha priorizando um sistema com três volantes de origem, elevando a minutagem de Nonato e reduzindo oportunidades para nomes de maior vocação ofensiva. Zubeldía, em trabalhos recentes por Lanús e LDU, mostrou preferência por esquemas de 4-3-3 ou 4-2-3-1, valorizando circulação rápida de bola e wings de infiltração. Essa filosofia tende a:
- Exigir meio-campistas de maior criatividade entrelinhas;
- Aumentar a rotação de atacantes de beirada;
- Abrir espaço para jovens que atuam pelos corredores.
Raio-X dos atletas que podem ganhar minutos
Lezcano e Lavega (estrangeiros, 20 e 21 anos): depois de mais de dois meses fora até do banco, jogaram na vitória por 1 × 0 sobre o Vitória, em Salvador. Ambos oferecem velocidade e drible – elementos alinhados à transição rápida de Zubeldía.
Paulo Henrique Ganso (meia, 35 anos): em recuperação de lesão, foi preterido na era Renato. Pode atuar como armador central no 4-2-3-1, função que Zubeldía costuma delegar a um jogador de passe curto e visão de jogo.
John Kennedy (atacante, 23 anos): voltou de empréstimo ao Pachuca-MEX e quase não foi relacionado. Com o novo treinador, pode brigar pela vaga de falso 9 ou extremo, aumentando a concorrência com Cano e Arias.
Impacto tático imediato
Se confirmar o 4-2-3-1 utilizado na campanha do título da Sul-Americana com a LDU, Zubeldía deverá equilibrar o time entre posse estruturada e transições velozes. Nesse desenho:
Imagem: Marina Garcia
- Ganso seria o “10” clássico, responsável por acionar o trio de atacantes;
- Lezcano e Lavega disputariam os lados do campo, dando profundidade;
- John Kennedy surge como alternativa de mobilidade à referência de Germán Cano.
Calendário e oportunidade para testes
O Fluminense encara sequência de Brasileirão e oitavas da Copa do Brasil nas próximas três semanas. A maratona de jogos deve forçar rotações no elenco, acelerando a avaliação interna de Zubeldía sobre quem permanecerá no grupo principal.
No curto prazo, a tendência é que os atletas anteriormente relegados apareçam ao menos no banco para que o treinador argentino teste diferentes formações sem sacrificar a competitividade.
Conclusão prospectiva: A chegada de Zubeldía não é apenas troca de nome na beira do gramado; representa chance real de reconfigurar a hierarquia tricolor. Caso confirmem boa adaptação, Ganso, Lezcano, Lavega e John Kennedy podem transformar o banco de reservas em ponto de partida para renascer na temporada, oferecendo ao Flu variações que fizeram falta durante a passagem de Renato Gaúcho.
Com informações de NETFLU