Rio de Janeiro – Na última edição do NETFLUCast, o ex-diretor executivo de futebol Rodrigo Caetano declarou ser “um orgulho falar desse time” ao relembrar a montagem do elenco do Fluminense campeão brasileiro de 2012. O dirigente, convidado do programa apresentado pelo jornalista José Ilan, explicou como foi o processo de formação de um grupo que contava com referências como Fred e Deco e que terminou o Brasileirão na liderança isolada.
Como Caetano estruturou o elenco campeão
Segundo o ex-diretor, a prioridade foi manter a base de 2010 — ano em que o Flu também levantou a taça — e complementar o grupo com peças de impacto imediato. A permanência de Fred, então capitão, foi tratada como “pilar do projeto”. Já Deco, recuperado de lesões crônicas, ganhou um planejamento individualizado de carga de treinos para potencializar seu poder de decisão nos jogos-chave. Além disso, Caetano destacou a contratação de atletas em diferentes estágios de carreira, mesclando experiência (Carlinhos, Thiago Neves) e juventude (Wellington Nem, Jean), criando amplitude tática e opções de velocidade pelos lados.
Raio-X do título de 2012
- Campanha: 77 pontos (22 vitórias, 11 empates, 3 derrotas)
- Ataque: 64 gols marcados (média de 1,68 por jogo)
- Defesa: 33 gols sofridos (segunda melhor do torneio)
- Artilheiro do time: Fred – 20 gols
- Definição do título: conquista assegurada a três rodadas do fim, após vitória sobre o Palmeiras em Presidente Prudente
Por que aquele elenco marcou época
A sinergia entre lideranças de vestiário e jovens em ascensão permitiu ao técnico Abel Braga alternar sistemas. Quando precisava controlar posse, Deco e Thiago Neves atuavam mais próximos; em transições rápidas, Wellington Nem era acionado em profundidade. O resultado foi um aproveitamento de 67,5%, o maior de um campeão brasileiro de pontos corridos até então. Caetano ressaltou que a comissão técnica tinha micro-metas de pontuação a cada cinco rodadas – método replicado por outros clubes nos anos seguintes.
Reflexos para o Fluminense atual
A lembrança de 2012 serve de parâmetro interno em Laranjeiras. Entre 2023 e 2024, a diretoria tem buscado repetir a fórmula de manter um núcleo de jogadores experientes (Marcelo, Felipe Melo, Ganso) e agregar talentos oriundos de Xerém. O discurso de Caetano reforça a ideia de que planejamento de elenco em ciclos bienais segue sendo decisivo para disputar títulos nacionais e internacionais.
Para a torcida tricolor, a entrevista reacende a expectativa de que o clube possa usar a janela do meio do ano para corrigir desequilíbrios defensivos — o setor que, em 2024, já sofreu 1,4 gol por partida na Série A. A diretoria atual deve considerar contratações pontuais, sobretudo na zaga e na função de primeiro volante, para aspirar a nova campanha de ponta semelhante à de 2012.
Imagem: Internet
Conclusão prospectiva: A fala de Rodrigo Caetano não apenas celebra um dos momentos mais vitoriosos do Fluminense, mas também oferece um roteiro técnico-administrativo que pode pautar as próximas decisões da diretoria. Com janela de transferências próxima e calendário apertado, recuperar a combinação de profundidade de elenco e liderança de vestiário pode ser o elemento decisivo para que o Tricolor volte a brigar pelo topo do Brasileirão e avance na Conmebol Libertadores.
Com informações de Netflu