Recife (PE), — 27/07/2025 — O atacante John Kennedy voltou a balançar as redes pelo Fluminense após 17 meses e foi decisivo no empate por 2 a 2 com o Sport, na Ilha do Retiro, pela 12ª rodada do Brasileirão. A retomada do faro de gol acontece poucos dias depois da chegada do técnico Luis Zubeldía, que já colocou o camisa 9 Germán Cano entre os titulares e escalou Kennedy como opção imediata no banco.
Por que o gol é importante para o planejamento de Zubeldía
O novo treinador sinalizou desde a apresentação que pretende resgatar atletas subutilizados em 2025. Kennedy, peça-chave na conquista da Libertadores de 2023, vinha de um período sem espaço e retornou ao clube em julho, após empréstimo e questões disciplinares. No primeiro jogo em que recebeu minutos sob o comando de Zubeldía, respondeu com gol — algo que não acontecia desde 3 de abril de 2024, na vitória por 3 a 2 sobre o Alianza Lima, pela fase de grupos da Libertadores.
Para o técnico argentino, o lance serve como termômetro de confiança: “É 50 % do clube e 50 % do jogador”, disse ele na coletiva, cobrando entrega diária. Kennedy endossou: “Estou treinando forte e aproveitei a oportunidade”.
Raio-X de John Kennedy no Fluminense
- Estreia profissional: 2021
- Gols pelo Flu (até o duelo com o Sport): 15 em 77 jogos — agora 16 em 78*
- Último gol antes do jejum: 03/04/2024, vs. Alianza Lima (Libertadores)
- Títulos: Libertadores 2023, Recopa 2024, Carioca 2022
- Minutos em 2025 até a 12ª rodada: 112
*Números de acordo com o site OGol.
Como o gol muda o quebra-cabeça ofensivo
Desde que chegou, Zubeldía manteve o 4-2-3-1 que a equipe já dominava, porém com maior mobilidade de extremos e aproximação entre linhas. A volta de Cano à referência fixa libera Kennedy para duas funções:
- Atacante de profundidade: acelera em transições, oferecendo opção de ruptura para os meias Ganso ou Renato Augusto.
- Segundo atacante em eventual variação para o 4-4-2 losango, modelo que Zubeldía usou na LDU, aproximando-se de Cano e permitindo troca constante de posicionamento.
No Brasileirão 2025, o Fluminense soma 14 gols (média de 1,16/jogo). Mais presença de área e profundidade podem elevar essa taxa, especialmente contra defesas que recuam as linhas — cenário comum nos jogos do Maracanã.
Imagem: Internet
Próximos desafios e possível efeito cascata
O Flu encara o Atlético-MG no Maracanã daqui a três dias. Com apenas 72 horas de recuperação, Zubeldía deverá manejar desgaste físico. A tendência é que Kennedy seja novamente relacionado e ganhe mais minutos, sobretudo se o treinador optar por poupar Cano parcial ou totalmente.
Além do Brasileiro, o Tricolor tem mata-mata da Copa do Brasil em agosto. A confirmação de Kennedy como opção real amplia o leque de alternativas e reduz a dependência de Cano, que participou de 61 % dos gols do time na temporada passada. Se o jovem mantiver ritmo e foco, a concorrência no setor ofensivo pode chegar ao auge justamente na sequência decisiva que mistura Copa do Brasil e jogos contra adversários diretos na parte de cima da tabela.
Em resumo, o gol que encerrou um jejum de 17 meses não apenas recoloca John Kennedy no radar dos torcedores, mas também oferece a Zubeldía uma solução interna para diversificar o ataque. A evolução física e mental do jogador será monitorada nas próximas rodadas, e o rendimento diante do Atlético-MG já funcionará como primeiro teste de continuidade.
Com informações de NETFLU