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    Sem reação e inspiração, Atlético é dominado pelo Fluminense e sofre derrota por 3 a 0 no Maracanã

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    Quem: Fluminense 3 x 0 Atlético-MG — O que: vitória carioca com gols de Samuel Xavier, John Kennedy e Keno — Quando: sábado, 4/5 — Onde: Maracanã, Rio de Janeiro — Por quê: tricolor foi mais eficiente nas transições e explorou falhas defensivas mineiras, mantendo viva a corrida por vaga na Libertadores, enquanto o Galo se distancia do bloco de cima e se aproxima da zona de rebaixamento.

    Pressão alta, amplitude nas pontas e o encaixe que travou o sistema de três zagueiros de Sampaoli

    Fernando Diniz (auxiliado por Zubeldía, suspenso) manteve o 4-3-3 de posse, mas alternou para um 4-4-2 sem bola para congestionar o meio. Serna e Canobbio abriram o campo, obrigando Natanael e Arana a retornos longos e isolando Hulk do resto da equipe. Com a bola, Alan Franco avançava para criar superioridade numérica, mas a recomposição lenta foi exposta no primeiro gol: Acosta infiltra, Kennedy finaliza, Samuel Xavier aproveita o rebote.

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    Flu capitaliza, Atlético sente a falta de coordenação ofensiva

    A formação com Bernard por dentro não gerou entrelinhas; o Galo finalizou apenas cinco vezes em 90 minutos, apenas uma na direção de Fábio. Já o Flu, com Kennedy flutuando nas costas de Alonso, construiu 10 finalizações certas e obrigou Everson a seis defesas difíceis.

    Raio-X da partida

    • Posse de bola: Atlético 56% x 44% Fluminense (posse estéril: apenas 0,09 xG gerado pelo Galo segundo dados do DataScout).
    • Finalizações certas: Flu 10 x 1.
    • Desarmes no terço final: Flu 8 x 3 — índice que ilustra a pressão pós-perda carioca.
    • Classificação: Fluminense sobe para 7º (38 pts, a 1 do Athletico-PR no G-6). Atlético permanece em 15º (29 pts), quatro acima do Vitória (25 pts) que abre o Z-4.
    • Sequência recente: Galo soma 1 vitória, 2 empates e 3 derrotas nas últimas 6 rodadas; Flu tem 3 vitórias e 1 empate no mesmo recorte.

    O que muda para as próximas rodadas

    Atlético — Sampaoli precisa resolver a falta de agressividade na pressão inicial: o time tem média de 14,3 finalizações sofridas por jogo, a 4ª pior do campeonato. O duelo de quarta-feira contra o Sport, na Arena MRV, ganha peso duplo: além de frear a queda, pode dar ao Galo o respiro necessário antes de encarar Flamengo e Grêmio fora de casa.

    Fluminense — A vitória dá moral antes do clássico contra o Botafogo, concorrente direto por vaga continental. O time ainda aguarda a volta de André, que pode potencializar a saída de bola e elevar o teto competitivo na reta final.

    Conclusão prospectiva: O 3 x 0 no Maracanã sintetiza caminhos opostos: enquanto o Fluminense consolida modelo de jogo e se aproxima do G-6, o Atlético vive sua pior sequência defensiva desde 2020 e liga o alerta vermelho para não entrar no Z-4 na virada de turno. A próxima semana, portanto, tende a ser decisiva para ajustes de ambos os lados — seja para confirmar a ascensão tricolor, seja para evitar que o Galo transforme turbulência em crise.

    Com informações de FalaGalo

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