Rio de Janeiro, 2025 – Após a vitória do Fluminense sobre o Atlético-MG no Maracanã, o técnico Fernando Zubeldía destacou em coletiva, na noite de quarta-feira (data do jogo), a importância do meia-atacante Lucho Acosta para o modelo de jogo tricolor e antecipou que o argentino será desfalque contra o Mirassol na próxima rodada.
O “terceiro homem” que eleva a complexidade ofensiva
Zubeldía descreveu Acosta como “terceiro homem na zona média”, termo que remete ao jogador capaz de se posicionar entre as linhas adversárias, oferecendo linha de passe e gerando superioridade numérica. Essa função:
- Cria conexões entre Martinelli (na construção) e Hércules (na chegada à área).
- Permite que o Fluminense ataque com triângulos, facilitando tabelas curtas e inversões rápidas de corredor.
- Exige leitura de pressão: Acosta não apenas organiza com a bola, como também lidera a primeira zona de marcação pós-perda, dobrando ou triplicando pressão quando necessário – algo que, segundo o treinador, nem sempre estava incorporado ao “camisa 10” tradicional.
Raio-X de Lucho Acosta até aqui
Mesmo em fase inicial de adaptação, o argentino já apresenta indicadores relevantes:
- 1 assistência no triunfo diante do Atlético-MG;
- Líder do time em passes para finalização na partida, de acordo com a contagem interna do clube;
- Passe vertical cedo no ataque, reduzindo o tempo de transição defesa-ataque – estatística monitorada pela comissão que visa aumentar a “velocidade de criação” do Flu.
A amostra é pequena, mas confirma o papel descrito por Zubeldía: complexidade com e sem bola.
O que muda sem Acosta contra o Mirassol?
Suspenso (ou preservado, conforme decisão médica), Acosta não enfrenta o Mirassol. A tendência é que Ganso assuma a articulação. Porém:
Imagem: Internet
- O veterano agrega controle de ritmo, mas oferece menos explosão para pressionar alto.
- Isso pode levar Zubeldía a adiantar Arias para agredir a última linha, compensando a perda de mobilidade entrelinhas.
- Martinelli poderá ter de progredir mais em conduções, algo que aumenta o risco de perdas no setor e exige cobertura mais conservadora de André ou Hércules.
Impacto na temporada e próximos passos
Se mantiver a consistência, Lucho Acosta tende a resolver uma das lacunas de 2024, quando o Fluminense fechou o Brasileirão apenas em 11º na lista de chances criadas por jogo. A evolução do “homem livre” aumenta a variação ofensiva e ajuda a sustentar a pressão pós-perda que Zubeldía quer como identidade.
Com Acosta fora diante do Mirassol, o duelo servirá de teste para a profundidade do elenco. O desempenho sem o argentino indicará se o Flu dependerá demais do novo reforço ou se possui mecanismos sólidos para mantê-lo competitivo em maratonas que incluem Copa do Brasil e Libertadores 2025.
Com informações de Netflu