Quem corre perigo no Brasileirão? A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) atualizou, no último fim de semana, as probabilidades de rebaixamento após a 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Segundo o modelo estatístico, 15 dos 20 clubes ainda têm, matematicamente, alguma chance de queda para a Série B.
Raio-X das probabilidades
Confira o ranking completo divulgado pela UFMG:
- Sport – 97,3%
- Juventude – 81,3%
- Vitória – 77,6%
- Fortaleza – 71,5%
- Santos – 30,1%
- Atlético-MG – 13,7%
- Grêmio – 7,2%
- Internacional – 7,0%
- Corinthians – 5,7%
- Vasco – 5,0%
- Ceará – 2,3%
- Red Bull Bragantino – 1,1%
- São Paulo – 0,26%
- Fluminense – 0,053%
- Botafogo – 0,001%
Como a UFMG chega a esses números?
O laboratório de estatística da UFMG utiliza simulações de Monte Carlo que levam em conta:
- Desempenho histórico das equipes em casa e fora.
- Força ofensiva e defensiva mensurada por gols esperados (xG).
- Calendário restante de cada time.
- Média de pontos necessários para escapar do Z-4, que costuma oscilar entre 44 e 46 pontos.
Ao rodar milhares de cenários possíveis para as 11 rodadas restantes, o modelo calcula a frequência com que cada clube termina entre os quatro últimos da tabela.
A briga rodada a rodada
Sport, Juventude, Vitória e Fortaleza concentram mais de 70% de probabilidade de queda cada, reflexo de uma combinação de baixo aproveitamento e tabelas consideradas mais complicadas pela projeção. Juntos, eles somam apenas 24% de vitórias até aqui.
Na zona intermediária, Santos (30,1%) ainda precisa reagir: perdeu quatro dos últimos cinco jogos e viu a projeção saltar quase 10 pontos percentuais desde a 23ª rodada. Já Atlético-MG (13,7%) e Grêmio (7,2%) permanecem em estado de alerta mesmo na metade superior da classificação, pois possuem sequências de confrontos diretos contra equipes do G-6 e do Z-4.
Por que Fluminense e Botafogo aparecem na lista?
A presença de clubes com risco inferior a 1% — casos de Fluminense (0,053%) e Botafogo (0,001%) — demonstra que o método considera todas as possibilidades matemáticas, por menores que sejam. Na prática, uma combinação improvável de derrotas consecutivas e vitórias dos concorrentes diretos seria necessária para que esses percentuais se concretizassem.
Imagem: MARCELO GÇALVES
Impacto futuro: quem precisa reagir agora
Com 11 rodadas restantes, os clubes acima de 30% de risco precisarão alcançar, em média, 50% de aproveitamento para romper a chamada “linha de segurança”, atualmente projetada em 45 pontos. Isso significa algo próximo de 5 vitórias em 11 jogos — tarefa que nenhum dos quatro mais ameaçados vem conseguindo até o momento.
O cenário também afeta o topo da tabela: adversários que enfrentam equipes em desespero costumam encontrar jogos truncados e de alta intensidade física, fator que pode influenciar a disputa por vagas na Libertadores e pelo título.
Próximos capítulos
A 28ª rodada se torna decisiva principalmente para Sport e Juventude, que jogam em casa contra concorrentes diretos. Uma nova derrota pode elevar o risco estatístico para patamares superiores a 99%, tornando a tarefa de escapar quase inviável. Já Santos e Atlético-MG buscam pontuar fora de casa para evitar que a projeção volte a subir. O desenrolar dessas partidas deverá redesenhar o mapa do rebaixamento, e a UFMG publicará uma nova atualização logo após o fechamento da rodada.
Com informações de Netflu