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    Vasco avança nos trâmites para a venda do potencial construtivo de São Januário

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    Rio de Janeiro, 09/10/2025 — O Vasco da Gama deu novo passo decisivo para captar mais de R$ 600 milhões que financiarão a modernização de São Januário. Após firmar o termo de transferência de potencial construtivo com a Prefeitura do Rio, o clube iniciou o registro do acordo na matrícula do estádio e, já na próxima semana, começa a fase de due diligence com as incorporadoras interessadas.

    O que está acontecendo e por quê

    Registro na matrícula: etapa jurídica que torna pública a cessão do potencial construtivo, conferindo segurança a investidores e evitando contestações futuras.
    Due diligence: SOD Capital (interessada em 250 mil m²) e outra empresa ainda não revelada (30 mil m²) avaliarão documentos, licenças e viabilidade antes da assinatura final.
    Objetivo financeiro: a venda pode gerar mais de R$ 600 mi, quantia prevista no plano de reforma e ampliação do estádio.

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    Potencial construtivo: como funciona e qual o peso para o Vasco

    O potencial construtivo é o “direito de construir” excedente de um terreno. Ao transferi-lo para áreas onde o mercado imobiliário aceita adensamento, o clube monetiza um ativo intangível sem abrir mão da posse do estádio. Flamengo e Botafogo já utilizaram mecanismos parecidos em projetos de CTs e arenas, mas o volume vascaíno — 280 mil m² — está entre os maiores já negociados por clubes brasileiros.

    Raio-X da operação

    Valor estimado: R$ 600–650 milhões
    Metros quadrados cedidos: 280 mil m² (250 mil m² SOD Capital + 30 mil m² incorporadora sigilosa)
    Prazo para conclusão da venda: 60 a 90 dias após o fim da due diligence
    Uso do recurso: 100% alocado na reforma estrutural e ampliação de São Januário

    O novo São Januário em números preliminares

    Capacidade projetada: entre 43 mil e 57 mil lugares (estudo de viabilidade em andamento)
    Previsão de início das obras: após liberação dos recursos, estimada para o primeiro semestre de 2026
    Objetivos da modernização: adequação ao caderno de encargos da CBF e Conmebol, possibilidade de receber finais únicas e eventos multiuso.

    Impacto imediato no futebol e na gestão

    Ao destravar a principal fonte de financiamento, a diretoria reduz a dependência de receitas operacionais para bancar a obra. Isso preserva o orçamento do futebol em ano de competições internacionais — cenário em que o Vasco busca vagas via Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. Além disso, a perspectiva de um estádio maior pode elevar o matchday revenue em até 40%, considerando a média histórica de ocupação de 85% pós-reforma registrada por arenas semelhantes.

    Com os trâmites jurídicos e financeiros alinhados, o Vasco fica a um passo de transformar São Januário em uma arena moderna, aumentando receita de bilheteria e fortalecendo o plano esportivo para as próximas temporadas.

    Com informações de NetVasco

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