Roma, 12 de outubro de 2025 — A Roma de Gian Piero Gasperini alcançou a melhor defesa dos cinco principais campeonatos europeus em 2025, sofrendo apenas 13 gols no ano, enquanto divide a liderança da Serie A com o Napoli. O treinador, porém, alerta: é hora de o ataque acompanhar o ritmo defensivo para garantir a vaga na próxima Champions.
Por que a defesa virou o cartão de visita da Roma
Desde janeiro, a equipe exibiu 15 jogos sem sofrer gols, sustentada pelo trio Mancini, N’Dicka e Çelik, além do goleiro Svilar. Segundo dados públicos de desempenho, o clube registra um xGA (expected goals against) de 5,32, o menor entre as ligas da Inglaterra, Espanha, Alemanha, França e Itália neste ano civil.
Gasperini priorizou linhas compactas e cobertura agressiva dos alas, estratégia que lembra o princípio de Sun Tzu citado pelo técnico: “defender primeiro para depois atacar”. O resultado imediato foi a blindagem do setor mais vulnerável em temporadas anteriores — em 2024, por exemplo, a Roma havia sofrido 46 gols na Serie A.
O ponto de equilíbrio que ainda falta: produção ofensiva
No ataque, a realidade é diferente. A Roma aparece apenas na 10ª posição em expected goals (6,95) no campeonato, marcando praticamente o que cria. Gasperini reconheceu em entrevista recente que “o jogo começa na frente”, sugerindo que a fluidez ofensiva pode alavancar todo o sistema.
Até a pausa internacional, o time havia ido para o intervalo em vantagem em 42 % dos jogos, mas sofreu para ampliar placares curtos. A vitória fora de casa sobre a Fiorentina — mesmo com postura reativa — mostrou o potencial de contra-ataque bem executado, mas o treinador quer ver essa agressividade também em posse controlada.
Raio-X estatístico da temporada
- Gols sofridos (ano civil): 13 (melhor entre top-5 ligas)
- Clean sheets: 15 em 34 partidas
- xGA: 5,32
- Posição em xG ofensivo na Serie A: 10º (6,95)
- Média de finalizações cedidas: 7,1 por jogo
- Média de finalizações a favor: 10,4 por jogo
Impacto na corrida pelo Scudetto e projeção para 2026
A co-liderança com o Napoli de Antonio Conte, que marcou quase o dobro de gols mas sofreu o triplo, expõe dois modelos antagônicos de sucesso. Caso o ataque romanista ganhe tração nos próximos meses, a combinação de defesa sólida + criação em alta pode transformar a Roma em favorita isolada ao título e reduzir o risco de depender de confrontos diretos.
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Além disso, a evolução ofensiva é vista como essencial para a fase eliminatória da Copa da Itália e para assegurar retorno à Champions League. Com o mercado de inverno se aproximando, especulações sobre um atacante móvel ou um meia criativo tendem a ganhar força.
Próximos passos — A Roma volta a campo no dia 19 contra o Torino, adversário que figura entre os cinco piores ataques da liga. É a oportunidade ideal para testar novas dinâmicas ofensivas sem abrir mão do bloqueio defensivo que virou marca registrada de Gasperini. Se o equilíbrio aparecer já nesta rodada, o time romano pode fortalecer sua candidatura ao Scudetto antes mesmo do Natal.
Com informações de Corriere dello Sport