Quito (EQU) – O Independiente del Valle bateu o Orense Sporting por 2 a 1 neste domingo, 14 de outubro, no estádio Banco Guayaquil, pela 2ª rodada da fase final do Campeonato Equatoriano, e fechou sua preparação para encarar o Atlético-MG na próxima terça-feira (21/10), jogo de ida das semifinais da Copa Conmebol Sul-Americana.
Descanso estratégico antes do Atlético-MG
O técnico Javier Rabanal optou por iniciar a partida com cinco titulares no banco: o zagueiro Hernan Schunke e os meio-campistas Pierre Arroyo, Jonathan Rodriguéz, Michael Zabala e Júnior Sornoza. A ideia foi clara: preservar minutagem e evitar desgaste físico a poucos dias do compromisso continental.
Mesmo assim, o Del Valle foi eficaz. Os três gols saíram na etapa final: contra de Nixon Torres (14’), belo chute de Claudio Spinelli (32’) e desconto de Herrera para o Orense (36’). O placar mantém a equipe viva na disputa nacional e, ao mesmo tempo, entrega confiança para o duelo internacional.
Raio-X do Del Valle
Títulos recentes: campeão da Sul-Americana 2019 e da Recopa 2020.
Estádio: Banco Guayaquil, em Sangolquí, a 2.850 m de altitude – componente que costuma influenciar a preparação de visitantes.
Campanha na Sul-Americana 2024: invicto em casa, média de 1,8 gol por jogo e apenas 0,6 gol sofrido.
Ponto forte tático: transições rápidas pelos flancos, encaixadas com a chegada de Sornoza na entrelinha.
O que o Atlético-MG deve observar
1. Bolas alçadas na área: Schunke domina as primeiras bolas, mas o Del Valle sofre no rebote – setor em que o Galo gera 28% de seus chutes em competições nacionais.
Imagem: Javier Rabanal derrotou o Orense Stin
2. Pressão pós-perda: Arroyo, Rodriguéz e Zabala formam um triângulo que recupera a bola em média 8,2 segundos após perder a posse, segundo dados da LigaPro.
3. Altitude: a equipe equatoriana costuma acelerar nos 15 minutos finais, período em que marcou 33% de seus gols nesta edição da Sul-Americana.
Impacto na semifinal
Ao alternar titulares, Rabanal chega à terça-feira com o elenco próximo de 100% de disponibilidade física, algo raro em calendário latino-americano. Para o Atlético-MG, a missão envolve não só conter a intensidade inicial, mas administrar a fadiga na altitude e explorar eventuais desorganizações defensivas nas segundas bolas.
Próximos passos: depois do confronto de ida em Quito, as equipes voltam a se encontrar uma semana depois, em Belo Horizonte. O gol fora de casa ainda é critério de desempate, o que reforça a importância de uma postura equilibrada do Galo na altitude. Quem avançar encara o vencedor do duelo entre Universidad Católica-CHI e Rosario Central-ARG.
O cenário aponta para 90 minutos de alto impacto físico e mental. À medida que o calendário afunila, a gestão de elenco demonstrada por Rabanal pode ser decisiva, enquanto o Atlético-MG busca repetir o poder de reação que o levou às semifinais. Resta saber qual abordagem tática prevalecerá em Sangolquí — e como isso repercutirá no jogo de volta no Horto.
Com informações de Fala Galo