Manchester – O Manchester City inicia neste domingo, no Etihad Stadium, uma série de dois jogos que pode redefinir sua temporada: recebe o surpreendente Bournemouth, vice-líder da Premier League, e uma semana depois encara o Liverpool antes da pausa internacional. A sequência servirá para testar a “teoria” do zagueiro Josko Gvardiol, que acredita que o atual campeão inglês está sendo subestimado na corrida contra Arsenal e Liverpool.
O que está em jogo
Após a derrota por 1 a 0 para o Aston Villa, que encerrou uma invencibilidade de nove partidas em todas as competições, o City viu a distância para o líder Arsenal subir para seis pontos. Gvardiol afirmou à ESPN que, no início da temporada, “só se falava de Liverpool e Arsenal”, mas que a recente boa fase recolocou o time de Pep Guardiola no radar. Para que essa percepção se transforme em fato, os cidadãos precisam pontuar bem nos próximos 180 minutos.
Por que Bournemouth & Liverpool formam um teste único
Bournemouth (domingo, Etihad): O conjunto de Andoni Iraola surpreende com um futebol propositivo e ocupa a 2ª colocação. Defensivamente, a equipe pressiona alto, algo que costuma causar desconforto ao City quando o primeiro passe não encaixa.
Liverpool (próximo fim de semana, Etihad): O duelo direto contra o time de Jürgen Klopp é o último antes da Data FIFA. Qualquer resultado terá efeito imediato na tabela e no psicológico do elenco, que pretende chegar ao intervalo de seleções a, no máximo, três pontos do Arsenal.
Raio-X da campanha até aqui
Nove jogos de invencibilidade interrompidos: o City vinha de sete vitórias e dois empates antes de cair em Birmingham.
Haaland sem marcar pela 1ª vez em semanas: o goleador viu seu longo ciclo de partidas consecutivas balançando as redes ser interrompido pelo Villa, mas continua liderando a artilharia do campeonato.
Vitórias sobre o top-10: até o momento, a única equipe entre os dez primeiros derrotada pelo City foi o Manchester United. O dado reforça a necessidade de triunfar contra adversários da parte alta da tabela.
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Impacto tático esperado
Guardiola tem alternado entre a saída de três defensores e a inclusão de John Stones como volante híbrido. Gvardiol, lateral-zagueiro canhoto, pode ganhar minutos justamente para combater a pressão lateral do Bournemouth e as transições rápidas de Darwin Núñez e Salah no Liverpool. Manter o controle posicional e evitar ajustes tardios foi um ponto destacado pelo treinador após o tropeço em Villa Park.
O que vem depois da Data FIFA
Se conquistar ao menos quatro pontos nesta sequência, o Manchester City chegará a praticamente um terço do campeonato novamente inserido na discussão pelo título. Caso tropece, a narrativa de domínio de Arsenal e Liverpool ganhará força, e a margem de erro dos atuais campeões ficará ainda mais estreita em dezembro, período tradicionalmente congestionado no calendário inglês.
Conclusão prospectiva: A “teoria Gvardiol” de que o City está de volta aos holofotes será confirmada ou refutada até a próxima semana. Mais do que pontos na tabela, Guardiola busca recuperar a autoridade competitiva sobre adversários diretos, um fator que costuma ser decisivo na reta final da Premier League.
Com informações de Manchester Evening News