‘Tinha a sensação que os brasileiros seriam assim’: O que surpreendeu auxiliar de Ancelotti na Seleção

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Rio de Janeiro (09/06/2026) – O auxiliar inglês Paul Clement, braço direito de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira desde maio de 2025, contou ao canal Sky Sports que ficou surpreendido com o nível de comprometimento, profissionalismo e intensidade dos atletas verde-amarelos nos treinos preparatórios para a Copa do Mundo de 2026.

Como surgiu o convite de Ancelotti

Clement atende Ancelotti desde 2009, quando os dois se encontraram no Chelsea. De lá para cá, foram passagens por PSG, Real Madrid e Bayern de Munique, além de títulos como a Premier League (2009/10) e a Champions League (2013/14). Em 2025, após encerrar o ciclo vitorioso no Real Madrid (campeão europeu em 2023/24), o técnico italiano aceitou o projeto da CBF. Segundo o treinador inglês, o “timing perfeito” – o fim da temporada europeia – foi determinante para que a dupla assumisse o desafio de conduzir o Brasil ao hexacampeonato.

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Dedicação acima do estereótipo: o que Clement encontrou em Teresópolis

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Na entrevista, Clement admitiu que esperava atletas “mais extravagantes e estilosos”. Encontrou, no entanto, um grupo que “adora vestir a camisa” e que mantém alta intensidade mesmo nas poucas sessões disponíveis em Data Fifa:

  • Treinos focados em tática 11 × 11, seguidos de competições curtas para manter a concentração.
  • Avaliações físicas individualizadas para mitigar desgaste de quem chega da Europa.
  • Clima de união entre veteranos (Alisson, Marquinhos, Danilo) e promessas (Endrick, Rayan, Igor Thiago).

Raio-X da comissão internacional de Ancelotti

Carlo Ancelotti (técnico) – 65 anos, único treinador tetracampeão da Champions League.

Davide Ancelotti (auxiliar) – experiência de campo no Botafogo em 2024; responsável por bolas paradas.

Paul Clement (auxiliar) – 150 jogos observados in loco na temporada 2025/26; coordena relatórios de scouting.

Foco analítico – uso de plataformas de dados (WyScout, StatsBomb) para monitorar minutos, carga de sprint e índice de xG de cerca de 60 brasileiros atuando na Europa e no Brasil.

Por que Neymar voltou a ser peça-chave

Mesmo ausente da Seleção desde outubro de 2023, Neymar foi lembrado por Clement como parte do “panteão de lendas” que ainda faz diferença:

  • Liderança técnica: participa de 47% dos gols do Brasil em Copas (24 jogos, 15 gols, 10 assistências).
  • Tática: opção para interior esquerdo no 4-3-3, poupando Vinícius Júnior de voltar demais para marcar.
  • Mentoria: função informal de tutor de Endrick e Rayan nos treinos.

Impacto no ciclo até 2026

O testemunho de Clement reforça a avaliação interna da CBF de que o desafio não é motivar o elenco, mas otimizar ligações táticas em curto espaço de convocações. A comissão já delineou três metas para os próximos dez meses:

  1. Consolidação defensiva: reduzir o índice de finalizações concedidas, que foi de 10,8 por jogo nos últimos amistosos.
  2. Integração dos sub-23: acelerar a adaptação de Endrick, Rayan e Vitor Roque ao ambiente de Copa.
  3. Gestão de liderança: distribuir responsabilidades entre capitães de linha (Marquinhos) e gol (Alisson).

Próximos passos

Com apenas mais três janelas internacionais antes da estreia nos Estados Unidos, Ancelotti e Clement devem intensificar o monitoramento presencial nas finais de Champions League, Libertadores e Brasileirão. A comissão quer chegar à convocação final com dados objetivos sobre forma física, minutos e performance sob pressão.

Conclusão prospectiva: Se a dedicação destacada por Paul Clement se mantiver, a Seleção Brasileira terá, além de talento, um diferencial competitivo de entrega que pode fazer a diferença no mata-mata da Copa de 2026. O próximo teste já tem data: amistoso contra a França, em setembro, que servirá de termômetro para o estágio de maturação do grupo.

Com informações de Trivela

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