Por que Vini Jr pode ajudar Ancelotti a escolher ‘substituto perfeito’ de Paquetá contra a Noruega

Anúncios

Carlo Ancelotti terá de redefinir o meio-campo da seleção brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo contra a Noruega. A lesão muscular de Lucas Paquetá, sofrida na vitória por 2 a 1 sobre o Japão nos 16-avos, tira o meia de combate até, no mínimo, a final de 19 de julho. Para encontrar o melhor encaixe, o técnico italiano aposta na inteligência posicional de Vinicius Júnior, artilheiro do torneio com quatro gols em quatro partidas.

Por que Vini Jr. é peça-chave na nova engrenagem ofensiva

Desde a fase de grupos, Ancelotti testa dois comportamentos distintos para o camisa 7: liberdade total para flutuar por dentro (contra Haiti e Escócia) e fixação na ponta esquerda (contra o Japão). No primeiro modelo, o Brasil atua sem centroavante de referência e Vini acumula participações diretas em 60 % dos gols da equipe. No segundo, ele empurra a linha defensiva rival, prende laterais e abre corredor interno para as infiltrações de meio-campistas e atacantes.

Anúncios

Opções imediatas para substituir Paquetá

Anúncios

Gabriel Martinelli e Endrick aparecem como alternativas naturais:

Martinelli – Já cumpriu função híbrida entre ponta e meia no Arsenal de Mikel Arteta. Se escalado, mantém Vini aberto, forma um 4-2-4 claro e dá amplitude ao lado esquerdo, zona vulnerável da Noruega, que cedeu 42 % das chances sofridas pela faixa lateral direita em quatro jogos.

Endrick – Pode alinhar por fora ou dividir a referência com Matheus Cunha em um 4-2-2-2. Nesse arranjo, Bruno Guimarães permanece mais centralizado, enquanto Vini recebe liberdade para atacar o segundo pau e explorar cruzamentos vindos de Rayan, pela direita.

Raio-X: números que sustentam a decisão

Brasil na Copa 2026

  • 4 vitórias, 0 empates, 0 derrotas
  • 8 gols marcados / 2 sofridos
  • Vini Jr.: 4 gols, 1 assistência, 2,7 dribles certos por jogo
  • Paquetá: 87 % de passes certos, 1,9 passes-chave por jogo antes da lesão

Noruega até as oitavas

  • 3 gols sofridos em bola aérea (60 % do total)
  • 10,4 finalizações permitidas por partida
  • Lateral direito envolvido em 33 faltas — maior marca do time

Impacto futuro na rota do Brasil

A escolha entre Martinelli e Endrick modifica a forma de pressionar a primeira fase de construção norueguesa. Caso avance, o vencedor pega quem sair de França x México, adversários com sistemas defensivos mais compactos. Portanto, consolidar um esquema com Vini na largura — e não apenas na flutuação — oferece variação estratégica para confrontos subsequentes onde a quebra de linhas laterais tende a ser menos acessível.

Conclusão prospectiva: A ausência de Paquetá impõe a Ancelotti um quebra-cabeça tático, mas também pode potencializar o melhor Vini Jr. Se o ajuste com Martinelli ou Endrick estabilizar o 4-2-4, o Brasil ganhará volume ofensivo e vantagem psicológica antes mesmo de encontrar Haaland e companhia. Os 90 minutos contra a Noruega dirão se a Seleção conseguirá manter a eficiência sem perder equilíbrio para as etapas decisivas do Mundial.

Com informações de Trivela

Anúncios

Artigos relacionados

Anúncio spot_img

Artigos recentes