Londres (21/04/2026) – O técnico Liam Rosenior reconheceu publicamente, nesta segunda-feira, que subestimou a gravidade da crise vivida pelo Chelsea. Após a derrota por 1 a 0 para o Manchester United, os Blues chegaram a quatro partidas consecutivas sem vitória e sem marcar gols, caindo para a 6ª posição antes de visitar o Brighton nesta terça-feira.
Sequência negativa expõe fragilidades
O revés em Old Trafford consolidou a pior série do clube na atual edição da Premier League. Além dos quatro jogos sem balançar a rede, o Chelsea viu rivais diretos – como Tottenham e Newcastle – encostarem na briga pela zona europeia. Caso volte a tropeçar no Amex Stadium, existe a possibilidade matemática de queda para o 11º lugar antes do encontro com o Nottingham Forest, em 4 de maio.
O que disse Rosenior
Em coletiva, o treinador de 41 anos foi taxativo:
“Perdemos nossos últimos quatro jogos do campeonato, isso não é bom o suficiente. Preciso de resultados agora, não apenas de um projeto a longo prazo.”
O técnico também indicou que blindará o elenco: “Temos um grupo jovem. Minha responsabilidade é ajudá-los a atravessar momentos difíceis e mudar a percepção externa sobre eles.”
Raio-X da crise
- 4 jogos sem vitória (0V-0E-4D)
- 4 partidas sem gols marcados
- 6ª posição atual, podendo cair até 11ª nesta rodada
- Próximos compromissos: Brighton (fora), Nottingham Forest (fora), Leeds – semifinal da Copa da Inglaterra (casa)
Impacto tático: por que a bola não entra?
Rosenior chegou ao clube com a proposta de pressionar alto e recuperar a posse ainda no terço final. Entretanto, nos últimos quatro jogos, o Chelsea finalizou em média apenas 9,2 vezes por partida, número inferior à sua média geral na temporada. A queda de volume ofensivo está ligada, principalmente, à dificuldade de acelerar a circulação de bola quando enfrenta linhas baixas – exatamente o cenário apresentado por Wolverhampton, West Ham, Bournemouth e Manchester United nesse período.
Imagem: IMAGO
Blindagem psicológica e a briga por objetivos
Apesar de enxergar a vaga na Champions League 2026/27 como “quase improvável”, Rosenior insiste na necessidade de o elenco focar apenas em seu desempenho. A estratégia passa por:
- Gestão de vestiário: reduzir exposição às críticas externas.
- Reforço mental: transformar o discurso de “manter a fé e o caráter” em ações de campo, como pressão coordenada e compactação defensiva.
- Rotação consciente: poupar peças-chave para a semifinal da Copa da Inglaterra, competição que pode resgatar a confiança do grupo e garantir um título em 2026.
O que está em jogo nas próximas semanas
Uma vitória sobre o Brighton devolve o Chelsea ao trilho europeu e dá respiro para a decisão contra o Leeds, no próximo domingo, em Stamford Bridge. Já um novo tropeço pode colocar em risco até a classificação para a Conference League, aumentando a pressão de torcedores e diretoria sobre o jovem treinador.
Conclusão prospectiva: A reação precisa começar imediatamente. Se vencer Brighton e avançar à final da Copa da Inglaterra, Rosenior ganha lastro para estabilizar o projeto. Caso contrário, o Chelsea fechará abril sob forte turbulência, e a temporada 2026/27 começará com incertezas sobre elenco, orçamento e, principalmente, comando técnico.
Com informações de Trivela