‘Operação Copa’: Como Itália de Gattuso tenta evitar todos os riscos antes de repescagem?

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Milão (ITA), 24/03/2026 — De olho na semifinal da repescagem europeia para a Copa do Mundo de 2026, Gennaro Gattuso optou por levar a seleção italiana para o Atleti Azzurri d’Italia, em Bérgamo, e convocar apenas atletas em plenas condições físicas para encarar a Irlanda do Norte na quinta-feira (26). A decisão busca blindar o grupo depois de duas eliminações consecutivas em playoffs e da recente derrota por 4 × 1 para a Noruega no San Siro, palco que agora foi descartado.

Por que Bérgamo? A lógica do técnico

O San Siro carrega a memória de vaias em pleno jogo decisivo, algo que Gattuso considera nocivo num momento de alta pressão. Em entrevista à Rai Sport, ele explicou que, em Milão, a divisão de torcidas de Inter e Milan costuma gerar impaciência diante de erros simples. Já em Bérgamo, “os torcedores me receberam bem” — referência à goleada de 5 × 0 sobre a Estônia no mesmo estádio durante as Eliminatórias. O objetivo é transformar o ambiente em combustível emocional, quebrando o clima de nervosismo que marcou os últimos mata-matas.

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Raio-X da campanha italiana nas Eliminatórias

  • 2.º lugar no Grupo I com 18 pontos
  • Derrota mais pesada: 1 × 4 para a Noruega, no San Siro
  • Melhor exibição: 5 × 0 sobre a Estônia, em Bérgamo
  • Terceira tentativa seguida de repescagem — as anteriores resultaram em quedas para Suécia (2017) e Macedônia do Norte (2022)

Departamento médico lotado, mas critérios rígidos

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Gattuso relacionou apenas quem está “100% bem”, o que afastou Federico Chiesa, fora da Azzurra desde a Euro 2024. Entre os convocados, cinco necessitam de monitoramento:

  • Sandro Tonali — edema na coxa esquerda, treino leve
  • Alessandro Bastoni — em tratamento, aval diário
  • Gianluca Scamacca — desconforto no adutor
  • Gianluca Mancini — fadiga muscular, exames sem lesão
  • Riccardo Calafiori — dor leve, presença mantida

Apesar da lista extensa, o técnico destacou o comprometimento dos atletas: “Muitos preferem ficar no clube quando sentem algo. Eles fizeram questão de vir”.

O caminho até a vaga e seus riscos

No Caminho A da repescagem, quem avançar de Itália × Irlanda do Norte encara País de Gales ou Bósnia em partida única, com mando definido pelo vencedor de Gales × Bósnia. Ou seja, a Azzurra precisará superar dois jogos eliminatórios para encerrar a ausência que já dura desde 2014.

Impacto tático: onde a mudança de estádio pesa

Além do fator anímico, o Atleti Azzurri possui gramado mais compacto e arquibancadas próximas ao campo, condições favoráveis ao estilo de marcação agressiva que Gattuso emprega (média de 11,2 recuperações no terço final por jogo nas Eliminatórias). Em comparação, o San Siro tem dimensões parecidas, mas a atmosfera dispersa dificulta a comunicação e a pressão coordenada — peça-chave para conter a transição rápida norte-irlandesa.

Olho no futuro: o que muda se a Itália avançar

Uma classificação reabre o calendário italiano no fim de março para a final do Caminho A, obrigando Gattuso a gerenciar lesões e suspensões em curto intervalo. Caso tropece, a federação terá de iniciar de imediato um novo ciclo pensando em 2030, dentro de contexto político delicado após duas Copas ausentes. O duelo em Bérgamo, portanto, vale mais que a vaga: pode definir a longevidade do projeto Gattuso e influenciar até mesmo a renovação contratual de peças-chave como Bastoni e Tonali.

Conclusão prospectiva: Se o “fator Bérgamo” funcionar e a Azzurra retomar a confiança, Itália chegará à final do Caminho A com moral, estádio lotado a favor do rival — mas carregando a experiência traumática de 2017 e 2022 como escudo psicológico. O primeiro teste, na quinta-feira, dirá se a mudança logística e a triagem médica foram suficientes para colocar o tetracampeão de volta nos trilhos rumo à Copa de 2026.

Com informações de Trivela

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