Londres, 24 de março de 2026 – O meio-campista James Garner, de 25 anos, recebeu a sua primeira convocação para a seleção principal da Inglaterra e pode estrear já nos amistosos contra Uruguai (sexta-feira) ou Japão (terça-feira), ambos em Wembley. O chamado de Thomas Tuchel acontece na última data antes da divulgação da lista definitiva para a Copa do Mundo, e coroa a temporada mais consistente do atleta desde que chegou ao Everton.
Por que 2025/26 virou o ano-chave para Garner
Depois de enfrentar duas lesões nas costas e três campanhas seguidas lutando contra o rebaixamento, Garner iniciou a atual temporada com um objetivo claro: “mostrar a todos o que posso fazer”, revelou em entrevista. O novo contexto – David Moyes no comando técnico, mudança para o estádio Bramley-Moore Dock e um elenco mais equilibrado – ajudou o camisa 37 a deslanchar. O Everton ocupa a 8ª posição da Premier League, fora da zona de aperto vivida nos anos anteriores, e o inglês tornou-se peça fixa tanto no meio-campo quanto, eventualmente, na lateral direita.
Versatilidade que agrada a Thomas Tuchel
No sistema de Tuchel, que preza por pressão alta e amplitude com laterais, um jogador capaz de atuar como box-to-box, segundo volante ou lateral direito oferece soluções táticas variadas. Além disso, Garner é especialista em bolas paradas – fundamento valorizado em torneios curtos, onde detalhes definem confrontos de mata-mata.
Raio-X de James Garner
- Idade: 25 anos
- Clubes de formação: Manchester United (base) e empréstimo de destaque ao Nottingham Forest (2019-22)
- Títulos: Campeão do Europeu Sub-21 em 2023, ao lado de James Trafford e Cole Palmer
- Temporada 2025/26: titular em todas as competições pelo Everton, alternando entre meio-campo e lateral direita
- Pontos fortes: leitura de jogo defensiva, passe vertical e execução de escanteios/faltas
Impacto imediato para a seleção inglesa
Com Declan Rice consolidado como primeiro volante, Tuchel ainda busca perfis diferentes para a linha de meio-campistas. A entrada de Garner amplia a concorrência com nomes como Jude Bellingham (mais avançado) e Conor Gallagher (pressão e chegada à área). Sua capacidade de cobrir o corredor direito também serve de alternativa caso Kyle Walker ou Reece James não estejam 100% fisicamente.
O que muda para Everton e Premier League
Internacionalizações costumam valorizar atletas. A convocação de Garner, a um ano do fim de contrato, coloca o Everton diante de três cenários:
- Renovar e transformá-lo em peça central do projeto de Moyes;
- Negociá-lo em alta, gerando receita para reinvestir;
- Segurar o jogador até o fim do vínculo, apostando no retorno técnico.
Independentemente da escolha, o clube de Liverpool ganha visibilidade e reforça a percepção de que voltou a ser plataforma para talentos ingressarem na elite internacional.
Imagem: Internet
Próximos passos
Se estrear bem contra Uruguai ou Japão, Garner deve assegurar um lugar entre os 26 que irão aos Estados Unidos no meio do ano. Para o Everton, cada minuto do jogador em Wembley serve como vitrine antes da reta final da Premier League, onde o clube ainda sonha com vaga continental.
Conclusão prospectiva: A convocação de James Garner sintetiza a virada competitiva do Everton e oferece a Tuchel um coringa tático raro. Caso confirme o bom momento nos amistosos, o meio-campista pode transformar uma temporada de afirmação pessoal em passaporte definitivo para a Copa, influenciando tanto o mercado de verão quanto a própria hierarquia do elenco inglês.
Com informações de The Guardian