Jon Jones diz quanto UFC teria oferecido para luta contra Poatan na Casa Branca: ‘Senti que a gente valia mais’

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Washington, 21 de março de 2026 – O ex-campeão meio-pesado e peso-pesado do UFC Jon Jones revelou em seu perfil no X (antigo Twitter) que recebeu uma proposta de US$ 15 milhões (aprox. R$ 80 milhões) para enfrentar o brasileiro Alex “Poatan” Pereira em um evento que o Ultimate planejava realizar na Casa Branca. O norte-americano afirmou que o valor não refletia o potencial comercial do confronto e, por isso, solicitou a rescisão de contrato com a organização.

Por que o valor causou insatisfação

Segundo Jones, a bolsa oferecida ficou metade da quantia que ele havia cogitado aceitar para encarar o inglês Tom Aspinall em 2025 – montante estimado em até US$ 30 milhões. Embora disposto a negociar abaixo dessa cifra, o atleta considerou que o UFC “não cedeu um centavo” além dos 15 milhões apresentados.

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Na lógica do mercado de pay-per-view (PPV), a presença simultânea de Jones e Poatan combina dois campeões de enorme apelo global, algo que costuma elevar compras de PPV e receitas de patrocínio. Para o lutador, a proposta não capturou essa perspectiva de retorno.

Contexto: o que torna Jones vs. Poatan tão valioso

Perfis campeões múltiplos – Jones (28-1) já reinou em duas categorias; Poatan deteve títulos nos médios e nos meio-pesados.
Crossover de estilos – o wrestling de elite do norte-americano contrastaria com o kickboxing afiado do brasileiro, campeão mundial de duas modalidades diferentes.
Ineditismo de palco – um card na Casa Branca, ainda que simbólico, seria inédito para o UFC e ampliaria a exposição midiática do esporte nos EUA.

Raio-X dos protagonistas

Jon Jones
– Cartel: 28 vitórias, 1 derrota (por desqualificação).
– Lutas por título no UFC: 16 (maior número da história).
– Último combate: vitória sobre Stipe Miocic (nov/2024).
– Históricos extracampeões: suspensões por doping (2015, 2017) e prisões por infrações de trânsito (2012, 2021).

Alex “Poatan” Pereira
– Cartel: 11 vitórias, 2 derrotas.
– Títulos no UFC: médios (2022) e meio-pesados (2023).
– Taxa de nocautes: 82% no MMA profissional.
– Históricos de ringue: bicampeão do Glory Kickboxing antes de migrar para o octógono.

Impacto na divisão e no calendário do UFC

1) Disputa pelo cinturão dos pesados – Com Jones fora de ação desde 2024, o cinturão peso-pesado segue sem defesa oficial. Um possível desligamento do atleta abriria espaço para que o interino Tom Aspinall fosse elevado a campeão linear.
2) Agenda de Poatan – O brasileiro tem falado publicamente sobre a possibilidade de migrar para os pesados. Caso a luta com Jones não avance, ele deve retornar aos meio-pesados para defesa de título ou subir de categoria contra outros nomes do top-5.
3) Modelo de eventos especiais – A recusa sinaliza que, mesmo em locais de grande apelo político como a Casa Branca, a negociação de bolsas continua sendo o principal gargalo para superlutas.

O que vem a seguir

A partir do pedido de rescisão, o UFC pode: (a) renegociar valores para manter Jones, (b) congelar o contrato, impedindo-o de lutar em outras promoções, ou (c) liberá-lo, repetindo casos como os de Francis Ngannou e Nate Diaz. Qualquer desfecho impactará diretamente o planejamento de cards pay-per-view até o fim de 2026.

O desenrolar da situação definirá não apenas o futuro do cinturão dos pesados, mas também o posicionamento estratégico do UFC em superlutas interdivisão e em palcos especiais. Caso Jones permaneça irredutível, a organização terá de recalibrar seu calendário e buscar novas narrativas para manter o interesse do público nos grandes eventos do ano.

Com informações de ESPN Brasil

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