Turim (10/04/2026) — Luciano Spalletti entregou à diretoria da Juventus uma lista com dez jogadores que devem ser monitorados já nesta janela para reforçar o elenco na temporada 2026/27. O objetivo é claro: voltar à elite europeia após terminar o momento atual em 5º lugar da Série A, com 57 pontos — um atrás do Como, último classificado à Champions League.
Por que Spalletti precisa de reforços de peso?
Desde que assumiu o comando, o técnico identificou lacunas em três setores:
- Meta: a rotação entre Szczęsny e Perin não oferece o mesmo nível de segurança exibido por rivais diretos;
- Construção de jogo: ausência de um meio-campista que controle ritmo e pressione alto de forma consistente;
- Finalização: a Juve marcou apenas 49 gols em 32 rodadas (média de 1,53), inferior a Inter (2,03) e Milan (1,75).
A lista contempla justamente atletas que podem elevar o padrão nesses quesitos e combinar experiência internacional com repertório tático já conhecido pelo treinador.
Raio-X dos 10 alvos mapeados
Goleiro
- Alisson Becker (Liverpool) — trabalhou com Spalletti na Roma, 77% de defesas em 2025/26 na Premier League. Sinalizou interesse em voltar à Série A.
Zaga
- Marcos Senesi (Bournemouth) — argentino canhoto, fim de contrato; 61 interceptações na atual Premier.
- Riccardo Calafiori (Arsenal) — versátil para atuar como lateral ou zagueiro; sairia por valor elevado.
Laterais
- Zeki Çelik (Roma) — custo zero; já conhece a liga e tem 2,1 desarmes por jogo em 2025/26.
Meio-campo
- Sandro Tonali (Newcastle) — 90% de acerto nos passes curtos; ex-Milan, identidade italiana forte.
- Stanislav Lobotka (Napoli) — peça-chave de Spalletti no scudetto de 2023; 11,4 passes progressivos por 90 min.
- Bernardo Silva (Manchester City) — livre no fim da época; 18 participações em gols em 41 jogos.
Ataque
- Robert Lewandowski (Barcelona) — referência de área, 22 gols na temporada mesmo aos 37 anos.
- Darwin Núñez (Al-Hilal) — aceita reduzir salário para retornar à Europa; 0,54 gols/90 min na Saudi Pro League.
- Randal Kolo Muani (Tottenham/PSG) — francês não se adaptou a Londres; 13 gols e 7 assistências ainda assim.
Impacto financeiro e estratégia de negociação
A diretoria trabalha com orçamento limitado após duas temporadas fora da Champions. Para mitigar custos, aposta em:
Imagem: Internet
- Contratações a custo zero (Senesi, Çelik, Bernardo) para equilibrar folha;
- Trocas ou empréstimos com opção de compra, especialmente no caso de Kolo Muani;
- Parcelamento de transferências de maior porte, como Calafiori e Tonali.
Fontes internas indicam que pelo menos três nomes devem ser fechados antes da pré-temporada, com prioridade para um goleiro, um meio-campista controlador e um camisa 9.
Como a lista conversa com o modelo tático de Spalletti
O treinador alterna o 4-3-3 e o 4-2-3-1:
- Saída de bola curta: Alisson ou Lobotka aumentam a qualidade no primeiro terço;
- Agressividade na pressão: Tonali e Bernardo são especialistas em “press trigger” alto;
- Jogo de pivô: Lewandowski fixa zagueiros, liberando extremos; Darwin e Kolo oferecem profundidade para variação em transição.
Esses encaixes mostram que a busca não é apenas por nomes midiáticos, mas por peças com sinergia clara ao estilo já implementado em Turim.
Próximos passos e o que observar
Com a janela de verão europeia abrindo em 1º de julho, a Juve planeja fechar um pré-acordo com pelo menos um atleta em situação de fim de contrato antes da data. A qualificação para a Champions segue como fator decisivo. Caso a vaga não venha, a lista pode ser readequada para perfis mais acessíveis.
Conclusão prospectiva: Se conseguir alinhar finanças e ambição, a Juventus tende a apresentar um elenco mais robusto e com maior profundidade já em agosto. O desenrolar das negociações — sobretudo com Alisson e Lewandowski — deve pautar os rumos da Velha Senhora e manter o torcedor atento às novidades do mercado.
Com informações de Trivela