Apesar de triunfo, Marrocos precisa aprender lição com urgência na Copa do Mundo

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Boston (EUA), 19.jun.2026 – Com um gol de Ismael Saibari logo aos 1min10s, a seleção de Marrocos venceu a Escócia por 1 a 0 e chegou a seis pontos no Grupo — resultado que a deixa muito próxima das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Apesar do triunfo, a equipe de Mohamed Ouahbi voltou a sofrer nos minutos finais e escancarou a dificuldade em administrar vantagens curtas.

Por que o 1 a 0 virou drama outra vez?

Assim como na estreia diante do Brasil, os Leões do Atlas começaram o jogo em ritmo intenso, marcaram cedo e acumularam chances para ampliar ainda no primeiro tempo. Entretanto, desperdiçaram oportunidades claras com Bilal El Khannouss, Neil El Aynaoui e o próprio Saibari. A ineficácia manteve o adversário vivo e, após o intervalo, a Escócia adiantou suas linhas, explorou bolas longas e obrigou Marrocos a recuar.

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Nos acréscimos, três lances quase mudaram a história: chute de Scott McTominay na rede pelo lado de fora, possível pênalti envolvendo El Aynaoui e cabeceio de Lyndon Dykes salvo por Yassine Bounou. A bronca pública do zagueiro Issa Diop em Samir El Mourabet após o apito final simbolizou a frustração interna com a queda de rendimento.

Raio-X da partida

  • Posse de bola: Marrocos 54 % – 46 % Escócia
  • Finalizações: 16 (6 no alvo) – 10 (3 no alvo)
  • Grandes chances desperdiçadas: Marrocos 4 – 1 Escócia
  • Gols esperados (xG): 1,78 – 0,91 (dados: Opta)
  • Desarmes/Interceptações: 23 – 18

O problema recorrente de gestão de vantagem

Desde a histórica semifinal em 2022, Marrocos vem se notabilizando pela consistência defensiva (média de 0,71 gol sofrido nas últimas duas Copas). Entretanto, quando sai na frente cedo, o time parece ficar preso entre pressionar para matar ou recuar para conservar. A indecisão gera zonas de ninguém no meio-campo e convida o adversário a cruzar bolas na área, justamente o ponto forte escocês com Dykes e McTominay.

Impacto na tabela e próximos passos

Com duas vitórias, Marrocos precisa de um empate na terceira rodada para garantir matematicamente a vaga no mata-mata – algo que não acontecia em Copas consecutivas para a seleção africana. No entanto, o padrão de queda física e mental após os 60 minutos acende alerta para confrontos de mata-mata, em que a margem de erro desaparece.

Próximo compromisso: a equipe de Ouahbi volta a campo em 24 de junho. Além de buscar a liderança do grupo, o treinador deve testar alternativas para gerir o ritmo, como a entrada de um volante mais posicional ou o adiantamento de Hakim Ziyech para prender a bola no terço final.

Se conseguir equilibrar agressividade e controle, Marrocos transformará volume de jogo em vitórias mais tranquilas. Caso contrário, os minutos finais continuarão sendo o maior adversário dos Leões do Atlas.

Com informações de Trivela

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