Ex-Liverpool CEO sides with NYC Major in bold statement on World Cup controversy

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Nova Iorque (EUA), abril de 2024 — O ex-CEO do Liverpool, Peter Moore, revelou em postagem na rede X que seu “coração está partido” com os preços praticados para a Copa do Mundo de 2026. Ele endossou a cobrança pública do prefeito de Nova Iorque, Zohran Mamdani, que defende valores “acessíveis” para o torneio que será disputado majoritariamente nos Estados Unidos.

Por que os ingressos da Copa de 2026 viraram polêmica

Desde que a FIFA abriu o cadastro de interessados, torcedores relatam valores iniciais próximos a US$ 300 para jogos de fase de grupos, saltando para cifras acima de US$ 2 000 na final, graças ao modelo de dynamic pricing. A entidade alega que a estratégia acompanha a alta demanda, mas críticas apontam que o futebol corre risco de virar “produto de luxo” em seu principal evento.

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O que dizem Peter Moore e Zohran Mamdani

Peter Moore, que comandou o Liverpool entre 2017 e 2020 e trabalhou na Electronic Arts, publicou: “O modelo atual parece descolado da alma do futebol. O torcedor autêntico está sendo substituído por quem pode pagar mais”. Já Zohran Mamdani, ao assumir a prefeitura de NY, comparou: “Na última vez em solo americano, em 1994, dava para ir à final na Califórnia por menos de US$ 200. Hoje, muita gente teria que hipotecar a casa”. Ambos defendem revisão imediata nos pacotes para garantir diversidade nas arquibancadas.

Raio-X dos valores: de 1994 a 2026

1994 (EUA) – Final: US$ 150 (cerca de US$ 300 em valores de 2024).
2022 (Catar) – Final: a partir de US$ 600 (Categoria 3) e US$ 1 607 (Categoria 1), segundo a FIFA.
2026 (EUA/México/Canadá) – Projeção inicial: acima de US$ 2 000 em setores nobres, sem teto definido por conta da precificação dinâmica.

O salto percentual entre 2022 e 2026 pode superar 25% apenas na categoria mais barata, ultrapassando a inflação global do período.

Riscos para a atmosfera e para o legado do torneio

Estudos da própria FIFA demonstram correlação direta entre diversidade de torcidas e audiência televisiva. A elitização pode impactar a média de ocupação dos estádios — projetada em 94% para 2026 — e reduzir o chamado fan engagement: cânticos, coreografias e consumo de produtos oficiais. Para as cidades-sede, ingressos inacessíveis podem limitar o retorno turístico estimado em US$ 5 bilhões, segundo o Comitê Organizador.

Ex-Liverpool CEO sides with NYC Major in bold statement on World Cup controversy - Imagem do artigo original

Imagem: Leardo MUNOZ

O que pode mudar: próximos passos de FIFA e comitês locais

Fontes ligadas à organização indicam reuniões de revisão de preços ainda no segundo semestre de 2024. Entre as opções em estudo estão:

  • Criação de um lote popular, com limite de compra por CPF/pasaporte;
  • Subvenção de empresas patrocinadoras para categorias de menor renda;
  • Pacotes regionais, obrigando que parte dos ingressos fique reservada a residentes das cidades-sede.

Conclusão prospectiva: Se a FIFA ajustar a política de preços, mantém viva a atmosfera característica da Copa e evita novo desgaste institucional após as críticas de 2022. Caso contrário, a pressão de executivos do calibre de Peter Moore e de autoridades locais como Zohran Mamdani tende a crescer, com potencial de influenciar parceiros comerciais e até o Congresso norte-americano. Os desdobramentos das negociações nos próximos meses serão decisivos para o modelo de acesso do Mundial de 2026 e para a percepção de legado do evento no maior mercado consumidor do planeta.

Com informações de Liverpool.com

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