Boston (EUA), 9 de julho de 2026 — A FIFA confirmou os oito classificados para as quartas de final da Copa do Mundo 2026, primeira edição com 48 seleções. Entre quinta-feira (9) e sábado (11), França, Marrocos, Espanha, Bélgica, Noruega, Inglaterra, Argentina e Suíça disputam uma vaga nas semifinais e mantêm vivo o sonho de erguer a taça em 19 de julho, em Nova Jersey.
Calendário oficial das quartas de final
Quinta-feira – 9/7 – Boston, 17h (de Brasília)
França x Marrocos
Sexta-feira – 10/7 – Filadélfia, 16h
Espanha x Bélgica
Sábado – 11/7 – Seattle, 18h
Noruega x Inglaterra
Sábado – 11/7 – Kansas City, 22h
Argentina x Suíça
Por que cada duelo merece atenção imediata?
França x Marrocos – reedição da semifinal de 2022
Os franceses, campeões em 2018 e vice em 2022, reencontram a seleção que surpreendeu o mundo ao ser a primeira africana a chegar a uma semifinal de Copa. A solidez defensiva marroquina será posta à prova contra um ataque que tradicionalmente figura entre os mais produtivos do torneio.
Espanha x Bélgica – posse de bola versus transições velozes
A Fúria lidera as estatísticas de passes certos nesta edição, enquanto os belgas vêm se notabilizando pelas jogadas de contra-ataque. Quem ditar o ritmo no Lincoln Financial Field pode sair com moral elevada para uma possível semifinal diante de França ou Marrocos.
Noruega x Inglaterra – Haaland contra a Premier League
A Noruega volta às quartas após 28 anos e tem no artilheiro Erling Haaland seu trunfo. Do outro lado, a Inglaterra chega pela terceira Copa seguida entre as oito melhores sustentada pelo maior índice de finalizações certas do torneio.
Argentina x Suíça – campeões contra especialistas em prorrogação
A atual campeã mundial enfrenta uma Suíça que avançou nas oitavas em disputa de pênaltis. Historicamente, os sul-americanos possuem 75 % de aproveitamento em mata-matas de Copa, mas não perdem de vista a sólida linha defensiva suíça, vazada apenas duas vezes até aqui.
Chaveamento: quem cruza com quem nas semifinais?
14 de julho – Boston, 16h
Vencedor de França x Marrocos × Vencedor de Espanha x Bélgica
15 de julho – Los Angeles, 16h
Vencedor de Noruega x Inglaterra × Vencedor de Argentina x Suíça
Imagem: Internet
Raio-X das campanhas até as quartas*
- França – invicta, média de 2,2 gols por jogo
- Marrocos – melhor defesa até aqui, apenas 1 gol sofrido
- Espanha – líder em posse de bola (62 %)
- Bélgica – 80 % de acerto nas finalizações dentro da área
- Noruega – 6 gols de Haaland, artilheiro isolado
- Inglaterra – 92 % de passes acertados, recorde do torneio
- Argentina – 12 jogos invicta em Copas (desde 2018)
- Suíça – 3 partidas decididas após 90 minutos, melhor preparo físico registrado (distância média percorrida: 114 km/jogo)
*Dados compilados pela FIFA até as oitavas de final.
O que está em jogo além da taça?
Além do prestígio esportivo, a edição de 2026 distribui premiação recorde de US$ 1,2 bilhão. O campeão embolsará cerca de US$ 65 milhões, valores que impactam diretamente os cofres das federações e, por consequência, o investimento em categorias de base nos próximos ciclos.
Próximas datas-chave do Mundial
Disputa de 3º lugar – 18 de julho, 18h, Miami
Grande Final – 19 de julho, 16h, Nova Jersey
Perspectiva: as seleções que avançarem nesta semana ganharão quatro dias de preparação até as semifinais, tempo considerado curto para recuperação física. Elencos com maior profundidade de banco, caso de França, Inglaterra e Espanha, largam com leve vantagem logística. Por outro lado, o modelo de 48 participantes expôs equilíbrio incomum: Marrocos e Suíça já eliminaram cabeças de chave e mantêm vivo o fator surpresa que embalou a Copa de 2022.
Se mantiverem o padrão estatístico de gols (3,1 por partida), esta poderá ser a edição mais ofensiva do século. A tendência é que, a partir das quartas, as equipes ajustem linhas defensivas, podendo reduzir a média — indicador que o departamento de análise da FIFA monitora de perto.
Os próximos capítulos dirão se a tradição prevalecerá ou se a expansão do torneio abrirá caminho para um campeão inédito. Fato é que cada confronto desta semana definirá não só os semifinalistas, mas também o tom tático da Copa 2026, com reflexos diretos no ciclo rumo a 2030.
Com informações de NetFlu