Fato principal: A FIFA confirmou o conjunto de regras que padroniza cores, combinações e numeração dos uniformes das 48 seleções que disputarão a Copa do Mundo 2026, marcada para começar em 11 de junho com México x África do Sul.
Lead jornalístico — quem, o que, quando, onde e por quê: A FIFA comunicou às federações, nesta semana, o regulamento definitivo para uso de uniformes na Copa do Mundo de 2026, que acontecerá em Canadá, Estados Unidos e México a partir de 11 de junho. O documento exige que cada seleção apresente ao menos dois conjuntos contrastantes e fixa prazos, hierarquia de escolha e critérios pensados para transmissão, marketing e inclusão de pessoas com daltonismo.
Por que a FIFA endureceu as regras de contraste em 2026?
A edição de 2026 será a maior da história, com 48 participantes e 104 partidas. Em meio a um calendário enxuto e grade global de TV, a entidade quer minimizar riscos de troca de uniformes de última hora que comprometam a experiência de torcedores, arbitragem e broadcasters. Além disso, a FIFA adotou recomendações conjuntas de UEFA e Federação Inglesa para facilitar a leitura visual de quem possui deficiência na percepção de cores — condição que afeta cerca de 300 milhões de pessoas no mundo.
Raio-X das exigências técnicas
Duas cores contrastantes por seleção: uma clara e outra escura.
Três jogos de goleiro: também contrastantes entre si e distintos das cores dos árbitros.
Numeração de 1 a 26: cada camisa traz o número no peito, costas e na frente do calção; o “1” é reservado obrigatoriamente a um goleiro.
Prazos: até um mês antes do torneio, a FIFA informa a cada equipe qual conjunto usará em cada partida da fase de grupos.
Hierarquia de decisão em caso de conflito: 1) uniforme titular da Seleção A, 2) titular da Seleção B, 3) goleiro da Seleção A, 4) goleiro da Seleção B, 5) árbitros. Se ainda houver choque, a combinação passa a ser ajustada de trás para frente.
Como as seleções se adaptam — exemplos práticos
• Brasil: kit principal mantém amarelo, azul e branco; o alternativo, fornecido pela divisão Jordan da Nike, é predominantemente azul-marinho com detalhes pretos e poderá usar calção branco em caso de choque.
• Inglaterra: tradicional branco segue prioridade, mas a federação enviou um conjunto vermelho total caso enfrente adversários de uniforme claro como EUA ou Canadá.
• México: uniforme escuro (verde) como 1ª opção; uma versão creme foi homologada para partidas contra seleções que utilizem vermelho, a cor que mais causa confusão para daltônicos.
Impacto logístico e comercial
As fornecedoras precisam produzir lotes globais com até 12 meses de antecedência. A definição prévia de cores garante estoque alinhado às necessidades de marketing e volume de vendas, evitando que o torcedor encontre apenas modelos “terceiros” ou de treinamento nas lojas oficiais durante o evento.
Imagem: Imago
O que esperar nos próximos meses
Entre julho e setembro de 2025, as confederações devem enviar à FIFA os protótipos finais para aprovação. A partir daí, cada time receberá o detalhamento de quais jogos usará seu kit principal, algo que pode influenciar patrocinadores e até a escolha de capitães — já que braçadeiras precisam obedecer ao mesmo padrão cromático.
Conclusão prospectiva: Com as regras claramente definidas, as seleções têm agora um cronograma rígido para adequar design, marketing e logística. A expectativa é que o ajuste de contraste reduza polêmicas e torne a Copa 2026 um laboratório definitivo para padronizações futuras em competições da FIFA.
Com informações de Trivela