Quem? Roberto Carlos, campeão mundial de 2002, o quê? elogiou Enzo Fernández e avaliou Seleção Brasileira, quando? em entrevista publicada em 9 de junho de 2026, onde? ao jornal argentino Olé, por quê? para comentar expectativas para a Copa do Mundo de 2026.
Por que Enzo Fernández chamou a atenção de Roberto Carlos
Ao ser questionado sobre qual jogador argentino poderia vestir a camisa canarinho em um cenário hipotético, Roberto Carlos foi direto: “Enzo. Sem dúvida, Enzo Fernández é muito bom. Ele oferece a qualidade necessária para levar a bola aos atacantes.”
O elogio do ex-lateral toca num ponto sensível do Brasil recente: a transição entre meio-campo e ataque. Desde a Copa de 2022, a Seleção enfrenta críticas pela dificuldade em acelerar o jogo por dentro, sobretudo quando Casemiro e Paquetá ficam congestionados por marcações altas.
Enzo e o “último passe” que falta ao Brasil
Formado no River Plate e transferido ao Chelsea por 121 milhões de euros em 2023, Enzo ganhou reputação de maestro pela precisão no passe vertical curto. No esquema de Lionel Scaloni, atua como interior pela esquerda ou como organizador em dupla — funções semelhantes às que Carlo Ancelotti costuma exigir de seus meias de apoio.
Raio-X estatístico
- Enzo Fernández 2025/26 (Premier League): 34 jogos, 2 gols, 5 assistências, 89% de acerto no passe, 7,8 passes progressivos por 90’ (FBref).
- Média da Seleção Brasileira na última Data FIFA: 85% de acerto no passe, porém apenas 4,9 passes progressivos por 90’ entre volantes titulares.
- Messi rumo ao 6º Mundial: 180 partidas pela Argentina e 123 gols, líder em ambos os quesitos.
- Neymar: 128 jogos, 79 gols com a camisa da Seleção; em recuperação de lesão na panturrilha direita desde abril/26.
Messi, longevidade e o paralelo com Cristiano Ronaldo
Roberto Carlos salientou que não se surpreenderia ao ver Lionel Messi também no Mundial de 2030. A afirmação se sustenta em indicadores de minutagem: mesmo aos 38 anos, Messi disputou 85% dos minutos possíveis na MLS 2025, ritmo próximo ao de Cristiano Ronaldo na Saudi Pro League (84%).
Neymar como peça de desequilíbrio, mesmo no banco
A confiança depositada por Roberto Carlos em Neymar vai além da condição física. Na visão do ex-lateral, o camisa 10 agrega volume criativo até quando não está em campo. Em 2025, o Brasil registrou média de 1,9 gols por jogo com Neymar e 1,2 sem ele, variação que reforça a tese do ídolo.
Imagem: IMAGO
O que falta para o hexa segundo Roberto Carlos
Para 2026, o tricampeão da Champions com o Real Madrid enxerga no trabalho de Carlo Ancelotti o fator decisivo. O italiano deve priorizar:
- Transição defensiva — o Brasil sofreu gol em 41% dos contra-ataques enfrentados na Copa de 2022.
- Distribuição de função aos laterais — posição historicamente forte, mas que vem alternando entre alas ofensivos e defensores puros.
- Paixão competitiva — algo que, segundo Roberto Carlos, “o sul-americano sempre teve” e precisa reaparecer.
Impacto futuro: a modelagem do meio-campo brasileiro
Embora a presença de Enzo na Seleção seja apenas uma provocação hipotética, a análise do ex-lateral expõe carências reais. Com Copa América 2027 e Eliminatórias de 2028 no horizonte, o Brasil de Ancelotti tende a buscar um perfil de meia combinador, capaz de replicar a dinâmica que Enzo oferece à Argentina. Jogadores como André (Fluminense) e João Gomes (Wolverhampton) ganham força nesse contexto, enquanto Neymar segue como variável decisiva quando disponível.
Em síntese, o elogio de Roberto Carlos funciona como termômetro tático: revelar o que o Brasil ainda procura em seu meio-campo criativo e projetar como Ancelotti pode preencher essa lacuna rumo ao tão cobiçado hexacampeonato.
Com informações de Trivela