Quem: Conselho Deliberativo do Santos Futebol Clube.
O quê: Continuidade da Sessão Extraordinária para votar propostas de reforma do Estatuto Social.
Quando: Terça-feira, 2 de junho de 2026, às 19h (1ª convocação) e 19h30 (2ª convocação).
Onde: Formato híbrido – presencial no salão Vidal Behor Sion (Vila Belmiro) e on-line via Zoom.
Por quê: Adequar o Estatuto a novas exigências de governança e modernização administrativa do clube.
O que está em jogo: modernizar para competir
A última grande atualização estatutária do Santos ocorreu em 2021. Desde então, o cenário do futebol brasileiro mudou com a aprovação da Lei da SAF, exigências mais rígidas de transparência da CBF e pressão de patrocinadores por boas práticas de governança. Alterar o Estatuto agora pode abrir caminho para:
- Revisão do modelo eleitoral, incluindo voto on-line para associados.
- Regras claras sobre eventuais parcerias ou transformação em Sociedade Anônima do Futebol.
- Fortalecimento dos comitês de auditoria e compliance, ponto citado pela Comissão de Estatuto no pré-relatório distribuído aos conselheiros.
Passo a passo da votação
Conforme o artigo 81, §5º do Regimento Interno, a sessão é considerada permanente até que todas as emendas sejam apreciadas. Para validação:
- Quórum mínimo: metade +1 dos conselheiros (primeira convocação) ou qualquer número presente (segunda convocação).
- Cada proposta precisa de maioria simples dos votos válidos.
- Concluída a análise, o texto final segue para referendo dos sócios em Assembleia Geral, prevista em até 45 dias.
Raio-X do Conselho Deliberativo do Santos FC
- Total de conselheiros: 282 (entre efetivos e suplentes).
- Mandato: 3 anos, renovado a cada ciclo eleitoral do clube.
- Representatividade: cerca de 36 mil associados aptos a votar, segundo dados oficiais de abril/2026.
- Principais blocos: “União Santista”, “Movimento 1902” e “DNA Alvinegro” representam quase 70% das cadeiras.
Impacto direto para sócios e torcida
Dependendo da redação aprovada, o novo Estatuto poderá:
- Reduzir tempo mínimo de associação para votar, estimulando adesões.
- Instituir teto de endividamento anual vinculado ao orçamento, medida que dialoga com o Fair Play Financeiro nacional.
- Autorizar captação de recursos via emissão de títulos de associação ou debêntures incentivadas.
Esses pontos podem influenciar o poder de investimento do futebol profissional já a partir da temporada 2027, impactando contratações e manutenção de atletas da base – área estratégica que gerou R$ 187 milhões em vendas brutas entre 2021 e 2025.
Imagem: Internet
Próximos passos no calendário alvinegro
Se aprovado pelo Conselho nesta terça, o texto segue para Assembleia Geral Extraordinária, estimada para julho. A direção pretende registrar a versão final em cartório até agosto, antes do fechamento do balanço semestral. Isso daria tempo hábil para adequar o planejamento financeiro de 2027 e ajustar contratos de patrocínio já negociados com cláusulas condicionadas às novas regras de governança.
Conclusão prospectiva: A sessão desta terça é mais do que um rito burocrático – é um ponto de inflexão que pode redefinir o modelo de gestão do Santos FC para a próxima década. O resultado da votação ditará o ritmo de modernização do clube e sinalizará ao mercado se a instituição está pronta para atrair investimentos, manter seus talentos de base e competir em pé de igualdade num cenário cada vez mais profissionalizado do futebol brasileiro. Os desdobramentos serão acompanhados de perto, sobretudo porque qualquer mudança estatutária impactará diretamente o elenco, o orçamento e a relação do Peixe com seus 36 mil sócios ativos.
Com informações de Santos Futebol Clube