Ferj reúne clubes nesta 6ª-feira para discutir critérios e custos do VAR no Carioca

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Rio de Janeiro (31/10/2025) — Os 12 clubes que disputarão o Campeonato Carioca de 2026 se reúnem nesta sexta-feira, na sede da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), para definir critérios técnicos, operacionais e principalmente financeiros do uso do Árbitro de Vídeo (VAR) na próxima edição do estadual, que começa em 14 de janeiro.

Por que o encontro é decisivo?

Após temporadas marcadas por polêmicas de arbitragem, a FERJ quer padronizar o protocolo de revisão de lances e alinhar-se às recomendações da CBF e da International Football Association Board (IFAB). O objetivo oficial é aumentar a transparência e reduzir o tempo de checagem em campo.

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Pontos-chave em discussão

Capacitação e escala
• Treinamento específico de árbitros de vídeo, seguindo o novo manual da CBF 2025.
• Possibilidade de VAR em 100% dos jogos da fase principal ou apenas em partidas decisivas, caso não haja viabilidade financeira para todos os confrontos.

Comunicação ao público
• Telões nos estádios exibindo a decisão final do árbitro.
• Liberação de áudios para imprensa após as partidas, modelo já testado pela FIFA em torneios sub-20.

Divisão de custos: quem paga a conta?

De acordo com valores médios praticados no Brasil, um jogo com VAR custa entre R$ 25 mil e R$ 35 mil, incluindo tecnologia, equipe técnica e deslocamento dos árbitros. Para clubes de menor orçamento, como os que disputam apenas o estadual, a despesa representa até 10% da folha mensal.

Estão em pauta três modelos:

  • Rateio igualitário: todos os clubes dividem a conta por jogo.
  • Subsídio escalonado: clubes com maior receita (Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco) absorvem parte dos custos dos demais.
  • Uso seletivo: VAR em semifinais, finais e clássicos, reduzindo o número total de partidas com o sistema.

Raio-X do VAR no Carioca

Estatísticas das últimas três edições

  • Jogos com VAR em 2023: 20 de 76 (26%)
  • Jogos com VAR em 2024: 34 de 78 (44%)
  • Jogos com VAR em 2025: 40 de 78 (51%)
  • Média de revisões por partida em 2025: 1,8
  • Lances de gol anulados após revisão em 2025: 9

O incremento gradual mostra a intenção da FERJ em universalizar o recurso, mas também evidencia o salto de custos: de R$ 1,3 milhão em 2023 para cerca de R$ 3 milhões em 2025.

Como a decisão impacta o Carioca 2026

Se houver consenso para implantar o VAR em todos os jogos da fase principal, o Carioca poderá se tornar o primeiro estadual do país a operar com 100% de cobertura tecnológica. Isso agregaria:

  • Maior segurança jurídica em resultados, reduzindo riscos de protestos e tapetão.
  • Padronização tática: técnicos e jogadores ajustam comportamentos (linhas de impedimento e contato físico) cientes da revisão constante.
  • Visibilidade comercial: patrocinadores tendem a valorizar competições com menor margem de erro de arbitragem.

Próximos passos

A FERJ pretende apresentar até novembro o caderno de encargos definitivo, permitindo que clubes façam seus planejamentos financeiros antes da abertura da pré-temporada, em 4 de janeiro. Caso o modelo híbrido seja aprovado, haverá publicação de tabela indicando quais partidas contam com VAR e quais não.

Conclusão prospectiva: a reunião desta sexta-feira será o divisor de águas entre um Carioca parcialmente assistido por tecnologia e um campeonato totalmente integrado ao padrão do futebol moderno. A definição dos custos determinará não apenas o número de jogos com VAR, mas também o nível de credibilidade e atratividade comercial do Estadual 2026. Novos capítulos deverão ser escritos nas próximas semanas, quando a federação divulgar o documento final e os clubes começarem a fechar seus orçamentos de pré-temporada.

Com informações de Rádio Tupi

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