Vini Jr. falha em teste como protagonista na seleção e busca confiança após receber 10 para Copa

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Boston (EUA), 27/03/2026 — Vinicius Júnior estreou oficialmente a camisa 10 da Seleção Brasileira no amistoso diante da França, no Gillette Stadium, mas não correspondeu à expectativa: o Brasil foi derrotado por 2 a 1 e o atacante do Real Madrid teve participação discreta, errando dribles e desperdiçando a chance do empate nos acréscimos.

Por que o primeiro teste com a 10 foi abaixo do esperado?

O plano da Confederação Brasileira de Futebol era colocar Vini Jr. como rosto da equipe que Carlo Ancelotti levará à Copa de 2026. Antes da partida, o jogador foi escolhido para conceder entrevista coletiva — um indicativo público de liderança semelhante ao papel desempenhado por Kylian Mbappé na França.

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No entanto, em campo, o atacante sentiu a mudança de contexto. Posicionado muitas vezes por dentro, atuando como ponta que busca diagonal para o centro, Vini enfrentou bloco médio francês bem compactado. Sofreu com marcação dobrada de Koundé e Tchouaméni, registrando índice de 35% de sucesso nos dribles tentados, contra média de 56% na temporada pelo Real Madrid (dados Opta).

Raio-X de Vinicius Jr. na Seleção

Jogos: 46
Gols: 8 (0,17 por partida)
Assistências: 11
Último gol: contra o Uruguai, Eliminatórias, nov/2025
Posições utilizadas: ponta esquerda (82% dos minutos), segundo atacante (11%), meia-central (7%)
Média de finalizações na Seleção: 1,6 por jogo (no Real Madrid: 3,2)

Os números reforçam que o desafio não é apenas individual, mas coletivo: o Brasil finalizou 9 vezes contra a França, abaixo da média de 14,3 nas Eliminatórias, indicando dificuldade de gerar volume ofensivo quando o rival neutraliza seu principal driblador.

Impacto imediato: duelo contra a Croácia em Orlando

Com nova chance já na próxima terça-feira (31), diante da Croácia, Vini Jr. tende a seguir com a 10. Internamente, a comissão analisa ajustar o corredor esquerdo com apoio mais constante de Caio Henrique, buscando liberar o atacante para zonas de finalização — algo que funcionou no Real Madrid com Mendy.

Além disso, há pressão externa pela volta de Neymar. Caso o rendimento do camisa 10 não evolua, a discussão sobre convocar o atual jogador do Al-Hilal deve ganhar força, sobretudo porque o cronograma da Seleção até a Copa inclui apenas três amistosos (Panamá, Egito e um a ser confirmado) para solidificar a ideia de jogo.

O que está em jogo no caminho até a Copa de 2026

Vinicius Júnior é o atleta mais valioso do elenco de Ancelotti, avaliado em €150 milhões segundo o Transfermarkt. Consolidar seu protagonismo pode resolver uma lacuna histórica: desde 2018 o Brasil não conta com um driblador de alta eficiência carregando a 10. Por outro lado, a manutenção de baixos números ofensivos (0,17 gol/jogo) pressiona a comissão a buscar alternativas de criação — seja na volta de Neymar, seja no crescimento de Endrick e Rodrygo.

Conclusão: o tropeço diante da França não altera o plano de entregar a camisa 10 a Vinicius Jr., mas aumenta a urgência de ajuste tático para potencializar seu melhor recurso: o 1 contra 1 em campo aberto. O amistoso contra a Croácia se torna, portanto, mais do que um teste; é oportunidade-chave para o atacante provar que pode liderar o Brasil rumo à Copa de 2026 e silenciar os pedidos por outro protagonista.

Com informações de ESPN Brasil

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