Atlanta (EUA), 7/7/2026 – Com gols de Cristian Romero, Lionel Messi e Enzo Fernández em um intervalo de apenas 12 minutos, a Argentina virou para 3 x 2 sobre o Egito nas oitavas de final da Copa do Mundo e carimbou vaga nas quartas. As mudanças táticas de Lionel Scaloni, antes e durante a partida, foram decisivas para reverter um placar que chegou a marcar 2 x 0 para os africanos.
Escalação revista: solidez no meio, amplitude pelos lados
Ao anunciar a equipe titular, Scaloni trocou Nicolás Tagliafico por Facundo Medina na lateral esquerda, reforçou o miolo com Leandro Paredes na vaga de Thiago Almada e devolveu Julián Álvarez ao ataque, deixando Lautaro Martínez no banco.
O objetivo principal era ter um “pivô” de passes em Paredes, liberando box-to-box para Alexis Mac Allister e Enzo Fernández. O ritmo caiu sem Almada, mas a equipe ganhou circulação curta e proteção contra transição egípcia – fator que evitou contra-ataques letais enquanto o time buscava o empate.
Quando o plano A travou, entrou o plano B
Com 2 x 0 contra e meia hora para o fim, Scaloni tirou Rodrigo De Paul e lançou Lautaro Martínez, abrindo mão de um meia de contenção para formar dupla de centroavantes com Álvarez. A pressão sobre a última linha egípcia aumentou e a Argentina começou a empurrar o adversário para dentro da área.
Nesse arranjo, Lautaro ganhou pelo alto, tabelou dentro da área e serviu duas vezes: a primeira originou o empate de Messi, a segunda deixou Enzo livre para testar e decretar a virada. A entrada de Gonzalo Montiel (lateral direito) e, depois, Nico González (recomposição pela esquerda) manteve a agressividade pelos flancos sem perder fôlego defensivo.
Raio-X da reação argentina
- 3 gols em 12 minutos: do lance de Romero, aos 79’, ao cabeceio de Enzo, aos 91’.
- Cristian Romero – 2º gol na Copa; voltou de lesão muscular duas rodadas antes.
- Messi – converteu o 2º dele no torneio; já participou diretamente de 4 dos 7 gols argentinos.
- Enzo Fernández – primeiro tento no Mundial, coroando 90% de acerto nos passes (fonte: dados oficiais da Fifa).
- Lautaro Martínez – duas assistências em 28 minutos; só havia jogado 45’ somados nas três partidas anteriores.
O que muda para as quartas de final
Além da moral de uma virada épica, Scaloni ganha novas cartas para o mata-mata:
Imagem: Internet
- Dupla Lautaro-Álvarez: testada e aprovada, oferece opção de pressão alta agressiva contra zagueiros mais lentos.
- Paredes titular: aumenta a chance de iniciar o próximo jogo com meio-campo “de pausa” se o adversário for reativo.
- Recuperação física de Romero: com Lisandro Martínez, forma zaga que combina antecipação e saída qualificada.
A Argentina agora aguarda o vencedor de X × Y (jogo ainda a ser realizado) para saber o adversário das quartas. A comissão técnica terá cinco dias de preparação, tempo valioso para balancear carga de treinos e recuperação muscular – especialmente de Messi, que saiu sentindo cansaço, e de Romero, monitorado pelo departamento médico.
Se repetir o desempenho dos últimos 15 minutos em Atlanta durante 90 minutos completos, a Albiceleste apresentará a versatilidade que faltou na etapa inicial. A chave para avançar seguirá sendo a mesma: ajustes cirúrgicos de Scaloni para potencializar um elenco que mostrou ter alternativas táticas suficientes para seguir sonhando com o tricampeonato.
Com informações de Trivela