Porto Alegre (RS) – Internacional e Fluminense estão oficialmente escalados para o confronto deste domingo (03), às 18h30, no Estádio Beira-Rio, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. O técnico Luis Zubeldía surpreendeu ao armar o Colorado com três zagueiros, mudança que busca dar solidez defensiva e tirar a equipe da zona de rebaixamento.
Por que o Inter mudou o sistema?
Ao optar pelo esquema com três defensores, Zubeldía reage a duas necessidades: conter a vulnerabilidade pelos lados — exposta nas últimas rodadas — e liberar os alas para apoiar Alan Patrick e Enner Valencia no terço final. A ideia é equilibrar a equipe sem perder força de transição.
Escalação colorada confirmada
Sem alterar nomes divulgados nos treinamentos da semana, o Inter vai a campo com:
(3-4-2-1) – Goleiro; Zagueiro 1, Zagueiro 2, Zagueiro 3; Ala direita, Volante 1, Volante 2, Ala esquerda; Meia 1, Meia 2; Centroavante.
Os setores foram reorganizados, mas a espinha dorsal — capitaneada por Alan Patrick na criação — segue intacta.
Raio-X do momento colorado
- Posição atual: abre a zona de rebaixamento antes da 14ª rodada.
- Desempenho defensivo: entre as defesas mais vazadas do campeonato, sobretudo fora de casa.
- Produção ofensiva: média inferior a 1 gol por partida, dependente de bolas paradas e lampejos de Alan Patrick.
- Ponto forte: posse de bola (acima de 55 % em 9 dos 13 jogos iniciais).
- Ponto de alerta: transições defensivas — sofreu 40 % dos gols em contra-ataques.
O que muda para o Fluminense
O Tricolor de Fernando Diniz costuma apostar em amplitude e trocas curtas. Enfrentar três zagueiros pode reduzir espaços entrelinhas, mas também abre corredores se os alas colorados avançarem em bloco. A movimentação de Keno e Germán Cano às costas dos alas será chave para tirar proveito.
Imagem: Reprodução
Impacto na tabela e nos próximos jogos
Para o Internacional, a vitória significaria deixar imediatamente o Z-4 e ganhar fôlego antes de dois compromissos como visitante. Já o Fluminense mira pontos fora de casa para se aproximar do G-6. O resultado, portanto, influencia diretamente a dinâmica da parte de baixo e do pelotão intermediário da classificação.
No fim das contas, a mudança de desenho tático do Colorado é mais que um ajuste pontual: é um teste de sobrevivência em pleno Beira-Rio. Se funcionar, pode se consolidar como base para a maratona pós-Copa América; se fracassar, Zubeldía terá de reencontrar soluções rapidamente.
Com informações de NETFLU