Turim, 08/05/2026 – Angelo Di Livio, ex-meio-campista tricampeão italiano pela Juventus, declarou ao jornal Tuttosport que a diretoria “não pode medir esforços” para contratar Bernardo Silva, que ficará livre do Manchester City em junho. O português de 31 anos já foi sondado pelo clube, que oferece salário anual de 8 milhões de euros por três temporadas (com opção de mais uma) para torná-lo peça central do projeto de retorno às glórias europeias.
Por que Bernardo Silva é prioridade máxima em Turim?
Depois de duas temporadas sem levantar troféus de expressão, a Juventus traçou como meta imediata voltar à Champions League, condição essencial para aumentar receitas e financiar contratações de elite. A diretoria entende que falta ao elenco um meio-campista capaz de:
- Elevar a criatividade entrelinhas – hoje muito concentrada em passes longos de Locatelli;
- Melhorar a retenção de posse em jogos de bloco baixo adversário;
- Aumentar a produção de gols fora da área, fundamento em que a equipe marcou apenas quatro vezes na Serie A 2025/26.
Bernardo Silva preenche esses três requisitos e ainda agrega experiência de alto nível competitivo, acumulada em seis semifinais consecutivas de Champions pelo City.
Raio-X do português: números que sustentam o investimento
Segundo dados de Transfermarkt até maio/2026:
- Jogos pelo Manchester City: 459
- Gols: 68 | Assistências: 74
- Títulos: 18 (incluindo 4 Premier League e 1 Champions)
- Média de participações em gols: 0,31 por partida nas últimas três temporadas
- Versatilidade: atua como interior pela direita, falso ponta ou até lateral interno em saída 3+2, modelo que Spalletti já utilizou no Napoli campeão de 2023.
Concorrentes no mercado e trunfos bianconeri
Barcelona, MLS e clubes da Arábia Saudita manifestaram interesse, mas a Juventus aposta em três fatores:
- Protagonismo garantido: o projeto coloca Bernardo como líder técnico, algo nem sempre assegurado no Barça.
- Peso histórico: 36 participações em finais de Champions na década reforçam o magnetismo do escudo juventino.
- Pacote financeiro competitivo: 8 mi €/ano o transformariam no atleta mais bem pago do elenco, superando Vlahović (7 mi €/ano).
Impacto tático: como Bernardo encaixa no esquema de Spalletti
Spalletti alterna 4-3-3 e 3-2-4-1. No primeiro modelo, o português pode ser o “mezzala” direito, liberando Cambiaso para projeções e formando triângulo de passes curtos com Gatti. No segundo, atua por dentro, entre as linhas, garantindo:
Imagem: Imago
- Pressão pós-perda eficiente: média de 7,6 ações defensivas bem-sucedidas por 90 min na Premier League 2024/25;
- Condução progressiva: 5,2 carries que quebram linhas por jogo, segundo Wyscout.
Essas valências dialogam com a principal deficiência juventina em 2025/26: o time é apenas o 9.º da Serie A em passes chave (11,3 p/ jogo), mas é o 3.º que mais recupera bolas no terço médio. Bernardo, portanto, equilibra criação e intensidade.
O que vem a seguir
Com três rodadas restantes, a Juve depende de si para confirmar a vaga na Champions. Caso o objetivo se concretize, o acordo com Bernardo Silva tende a avançar já no início de julho, antes mesmo da pré-temporada. Se a classificação escapar, o clube verá o orçamento encolher em cerca de 40 milhões de euros em direitos de TV e prêmios da UEFA, o que pode abrir caminho para Barcelona ou para propostas financeiramente agressivas vindas da Arábia Saudita.
Conclusão prospectiva: A investida em Bernardo Silva sinaliza uma mudança de patamar no planejamento juventino — foco em talento pronto, não apenas em promessas. A definição do futuro do meia deve ocorrer após a final da Copa da Inglaterra e pode redefinir a hierarquia de forças na Serie A 2026/27. Vale acompanhar as próximas semanas: a Velha Senhora se reaproxima da elite ou vê seu alvo voar para outro gigante?
Com informações de Trivela