Rio de Janeiro, 25 de maio de 2026 – O Fluminense chega ao confronto de quarta-feira (27), às 21h30, no Maracanã, contra o Deportivo La Guaira, pela fase de grupos da Copa Libertadores, carregando um sinal de alerta: a equipe de Luís Zubeldía foi vazada em todos os últimos nove compromissos oficiais e pode igualar a pior marca recente do clube, registrada em 2024, quando sofreu gols em 11 partidas consecutivas.
Por que a defesa virou problema
Desde o 0 × 0 diante do Operário-PR, em 23 de abril, pela Copa do Brasil, o Tricolor não consegue sair de campo sem ser vazado. A fragilidade ficou mais evidente diante de adversários que exploram bolas alçadas na área: já são 20 gols sofridos em jogadas aéreas na temporada – um dado que transformou o quesito em prioridade nos treinos das Laranjeiras.
Raio-X da instabilidade
- Sequência atual: 9 partidas seguidas levando gol.
- Pior sequência recente: 11 jogos (entre agosto e setembro de 2024).
- Origem dos gols em 2026: 48 % em bolas cruzadas; 32 % em transições rápidas; 20 % em erros de construção.
- Tempo médio para sofrer o primeiro gol: 27 minutos.
O que Zubeldía pode ajustar
O treinador argentino tem alternado entre a linha de quatro zagueiros e o sistema híbrido 3-2-5 na fase ofensiva, mas ainda não encontrou o equilíbrio defensivo. Dois pontos concentram as atenções da comissão técnica:
- Posicionamento nas bolas paradas: teste de marcação zona-mista, com os zagueiros dominando o primeiro e o segundo pau e os volantes protegendo a sobra.
- Pressão pós-perda: redução do espaço entre linhas para evitar cruzamentos originados de setores laterais.
Impacto na briga por vaga nas oitavas
Para avançar sem depender do resultado de Bolívar × Independiente Rivadavia, o Flu precisa vencer o La Guaira e abrir saldo de gols. Qualquer vacilo defensivo, portanto, pode obrigar o time a “secar” o rival boliviano, cenário que fugiria do controle do clube carioca.
No Campeonato Brasileiro, a média de 1,6 gol sofrido por jogo mantém o time no meio da tabela; já na Libertadores, o indicador sobe para 1,8, justamente o torneio em que a margem de erro é menor. Um resultado positivo com portões fechados na defesa seria duplamente valioso: garante confiança e evita a igualdade com o recorde negativo de 2024.
Imagem: Internet
Conclusão prospectiva
Se conter o La Guaira e quebrar a série negativa, o Fluminense ganha fôlego tático e moral para a reta decisiva da temporada. Caso contrário, a persistência dos erros defensivos pode comprometer não só a classificação continental, mas também a consistência do elenco para os próximos desafios no Brasileirão e na Copa do Brasil.
Com informações de NetFlu