Rio de Janeiro (RJ), 21/06/2024 – Ao fim da pausa para a Copa do Mundo, o Fluminense publicou o levantamento interno sobre o desempenho de seus zagueiros. Millán, Jemmes, Freytes, Ignácio e Igor Rabello tiveram seus números comparados para explicar por que o sistema defensivo tricolor já sofreu 38 gols em 36 partidas oficiais na temporada.
Por que o levantamento importa?
O Fluminense inicia a próxima sequência do calendário dividido entre Brasileirão, Copa do Brasil e CONMEBOL Libertadores. Com média de 1,05 gol sofrido por jogo em 2024, o time de Fernando Diniz precisa elevar o padrão defensivo para brigar em três frentes. O relatório ajuda a identificar quais zagueiros entregam melhor relação entre minutos em campo e gols concedidos.
Raio-X dos zagueiros desde a estreia
A tabela abaixo reproduce os dados divulgados pelo Fluzao.xyz, que serviram de base para o departamento de análise do clube. Os números revelam a amostragem individual e a média de gols sofridos quando cada atleta esteve em campo.
Millán – 4 jogos | 5 gols sofridos | média 1,25
Jemmes – 24 jogos | 23 gols sofridos | média 0,96
Freytes – 9 jogos | 18 gols sofridos | média 0,92*
Ignácio – 6 jogos | 4 gols sofridos | média 0,89*
Igor Rabello – 6 jogos | 3 gols sofridos | média 0,50
*médias conforme valores publicados; discrepâncias na razão gols/jogos foram mantidas para seguir a fonte.
Millán se destaca, mas amostragem ainda é curta
No empate por 1 × 1 com o Cruzeiro, no Mineirão, o colombiano Julián Millán ganhou elogios da comissão técnica pelos sete duelos aéreos vencidos (100% de aproveitamento) e pelos dois desarmes decisivos perto da pequena área. Seu índice de 1,25 gol sofrido parece alto, mas decorre de apenas quatro aparições – tendência estatística que tende a estabilizar com mais minutos.
Jemmes é o “fiel da balança” defensivo
Com 24 partidas, Jemmes reúne a maior amostragem entre os zagueiros. A média de 0,96 indica que, mesmo sem números espetaculares, ele representa o parâmetro mais próximo do rendimento coletivo defensivo do Flu. Além disso, lidera o elenco em interceptações (1,8 por jogo) e passes progressivos (14,2 por jogo), recurso fundamental para a saída de bola curta de Fernando Diniz.
Igor Rabello mostra solidez e pode ganhar minutos
Com apenas três gols sofridos em seis jogos (0,50 por partida), Rabello apresenta o melhor índice bruto. Experiente, o zagueiro ex-Atlético-MG soma 18 rebatidas de cabeça e 92% de acerto no passe. A análise interna aponta que ele pode assumir o lado direito da zaga quando o time precisar de mais segurança aérea, sobretudo contra adversários que abusam de cruzamentos.
Imagem: Internet
Impacto para os próximos compromissos
O Fluminense volta a campo na próxima quarta-feira pelo Brasileirão. Se a comissão decidir privilegiar a consistência, Rabello deve iniciar como titular ao lado de Jemmes. Millán e Freytes continuam na disputa por uma vaga, enquanto Ignácio aparece como alternativa imediata. O objetivo é reduzir a média de 1,05 gol sofrido para abaixo de 0,90 até o fim do turno – marca que historicamente mantém equipes na zona de classificação à Libertadores.
No curto prazo, a gestão de minutos entre os zagueiros será estratégica: o clube tem cinco jogos em 15 dias, incluindo ida e volta das oitavas da Copa do Brasil. A escolha do melhor duo para cada característica de adversário pode determinar a sobrevida do Flu nas copas e a escalada na tabela do Brasileirão.
Conclusão: A nova fotografia estatística da defesa tricolor sugere que Igor Rabello e Jemmes formam hoje a combinação mais segura, mas Millán desponta como peça de futuro. Como o clube ainda busca equilíbrio entre posse e proteção, a evolução destes índices nos próximos 30 dias indicará se o Fluminense conseguirá transformar volume de jogo em resultados sem sofrer tanto atrás.
Com informações de NETFLU