Rio de Janeiro (RJ) — Em pleno 2026, ano em que a dança das cadeiras segue intensa na elite do futebol nacional, Luis Zubeldía alcançou a marca de 7 meses e 29 dias à frente do Fluminense, entrando para o top 5 dos técnicos com mais tempo de trabalho na Série A, segundo levantamento da plataforma SuperScore.
Quem são os técnicos mais longevos do Brasileirão 2026?
O ranking divulgado mostra como a continuidade tem sido exceção e não regra:
- Abel Ferreira (Palmeiras) — 5 anos, 6 meses e 22 dias
- Rogério Ceni (Bahia) — 2 anos, 8 meses e 12 dias
- Rafael Guanaes (Mirassol) — 1 ano, 1 mês e 28 dias
- Odair Hellmann (Athletico-PR) — 1 ano e 3 dias
- Luis Zubeldía (Fluminense) — 7 meses e 29 dias (empatado com Jair Ventura, do Vitória)
Por que a marca é relevante para o Fluminense?
Nos últimos cinco anos, o Tricolor carioca contabilizou oito trocas de comando, número alinhado à média nacional — em 2023, cada equipe da elite mudou de treinador 2,3 vezes, segundo a CBF. A chegada de Zubeldía, em outubro de 2025, veio após um ciclo vitorioso, porém desgastante, de Fernando Diniz. A manutenção do argentino representa:
- Continuidade de modelo tático — posse sustentada e pressão pós-perda herdadas da passagem anterior, agora com ajustes em transição defensiva;
- Valorização de ativos — jovens como Alexsander e João Neto passaram a receber mais minutos sob o comando atual;
- Planejamento de longo prazo — permite ao clube mapear contratações alinhadas ao sistema 4-3-3 híbrido preferido pelo técnico.
Raio-X de Zubeldía
Trajetória recente:
- LDU (2021-2023) — Campeão da Copa Sul-Americana 2023;
- Talleres (2019-2020) — melhor defesa do Torneio Inicial 2020;
- Fluminense (2025-atual) — média de 1,9 ponto por jogo em competições oficiais até maio/2026, de acordo com dados públicos do clube.
Impacto futuro: o que esperar dos próximos meses?
Com contrato até dezembro de 2026, Zubeldía tem pela frente a fase decisiva da Copa Libertadores e a maratona do Brasileirão. A tendência é de que:
Imagem: Internet
- O Fluminense mantenha a mesma espinha dorsal, evitando oscilações comuns a times que mudam de treinador;
- Jogadores já adaptados ao modelo — caso de André e Jhon Arias — potencializem desempenho físico e técnico no segundo semestre;
- O departamento de futebol utilize a estabilidade como argumento para atrair reforços pontuais na janela de meio de ano.
Se permanecer no cargo até o fim da temporada, o argentino poderá ultrapassar a marca de um ano, algo que apenas quatro técnicos da Série A alcançaram desde 2020. O cenário projeta um Fluminense mais competitivo e estratégico, reforçando a máxima de que tempo de trabalho segue sendo um dos diferenciais mais escassos (e valiosos) do futebol brasileiro.
Com informações de NetFlu