Glasgow, — O Glasgow City foi derrotado pelo HB Køge por 2 x 1, nesta quarta-feira (data conforme publicação original), no Køge Stadium, na Dinamarca, e agora terá de reverter a desvantagem em Petershill Park, na próxima quarta (xx/xx), para avançar às oitavas de final da edição inaugural da Women’s Europa Cup.
Como o placar de 2 x 1 se construiu
O time dinamarquês abriu o marcador aos 32 minutos, quando Mille Gejl costurou a marcação e finalizou no canto, sem chances para Lee Gibson. Nove minutos depois, a capitã Haley Lauder levantou bola parada na área, houve desvio, e Amy Anderson completou de curta distância, estabelecendo o 1 x 1.
Na segunda etapa, aos 60’, o City tentou sair jogando, mas foi desarmado; a norte-americana Olivia Garcia ganhou a posse na intermediária e acertou chute forte de fora da área para selar o 2 x 1. A goleira escocesa ainda evitou um placar mais dilatado com defesas em finalizações de Thygesen e Jereko.
Contexto competitivo: líderes em seus países
As duas equipes chegaram embaladas. O Køge é tricampeão dinamarquês e lidera novamente a Gjensidige Kvindeligaen 2023/24. Já o Glasgow City, 16 vezes campeão escocês, retomou a ponta da SWPL após o vice na temporada passada.
Nos qualificatórios, o Køge eliminou o Farul Constanța (6 x 2 no agregado), enquanto o City aplicou 6 x 0 no Athlone Town. A partida em Køge era vista como a mais equilibrada desta fase, o que o placar confirma.
Raio-X estatístico
- Finalizações a gol: Køge 8 x 4 Glasgow City (segundo dados do clube dinamarquês).
- Defesas decisivas: Lee Gibson (City) – 6; Ema Aleksić (Køge) – 3.
- Posse de bola: City começou com 60% nos 15’ iniciais, mas cedeu terreno e terminou com 48%.
- Gols na temporada 23/24: Glasgow City – 41 em 15 jogos; Køge – 38 em 14 jogos.
Desafios para o jogo de volta
Para avançar, o Glasgow City precisará de vitória simples por um gol para levar aos pênaltis, ou por dois de diferença para classificação direta. Tecnicamente, o setor de saída de bola exige ajuste: a perda que originou o segundo gol confirmou dificuldade sob pressão alta – uma característica do Køge trabalhada pelo preparador físico escocês Kieran McManus.
Imagem: Internet
Em contrapartida, o ataque escocês costuma desequilibrar em casa: foram 19 gols em cinco partidas oficiais em Petershill Park nesta temporada. Manter a compactação defensiva e evitar erros na primeira fase de construção será fundamental.
Próximos passos e impacto na temporada
A equipe que avançar enfrentará nas oitavas o vencedor do confronto entre Barcelona B e Brann. Caso confirme a virada, o Glasgow City manterá a chance de repetir, em novo torneio continental, a melhor campanha europeia que teve na Champions 2019/20 (quartas de final). Para o Køge, segurar a vantagem fora de casa representaria a melhor trajetória internacional da história do clube e acrescentaria rodagem ao elenco antes da reta decisiva da liga dinamarquesa.
Conclusão prospectiva: O equilíbrio mostrado em Køge indica que o duelo segue aberto, mas a margem mínima força o City a correr riscos controlados diante de uma equipe que se sente confortável no contra-ataque. A semana de preparação em Glasgow será decisiva para corrigir a saída de bola e potencializar o fator casa, ponto que pode definir quem seguirá vivo na primeira edição da Women’s Europa Cup.
Com informações de BBC Sport Scotland