Toronto (CAN), 29/05/2026 – Bastian Schweinsteiger afirmou ao jornal Rheinische Post que a seleção alemã pode voltar a conquistar a Copa do Mundo de 2026 se repetir a “receita de 2014”: uma base sólida de jogadores do Bayern de Munique. A declaração chega a poucas semanas do início do Mundial em Canadá, Estados Unidos e México, o primeiro sob o comando de Julian Nagelsmann em Copas.
A volta de Neuer simboliza a aposta na experiência
Mesmo após anunciar aposentadoria da Mannschaft depois da Euro 2024, Manuel Neuer foi chamado por Nagelsmann e será o único sobrevivente do elenco campeão no Maracanã, há 12 anos. Aos 40 anos, o goleiro reúne 117 partidas pela seleção e chega como líder de um grupo que sofreu apenas três gols nas Eliminatórias europeias, estatística que sustenta a confiança no bloqueio defensivo.
Por dentro da “fórmula Bayern”
Schweinsteiger destacou que, em 2014, seis titulares da final contra a Argentina eram atletas do Bayern, criando sinergia tática e mental. Em 2026, o clube bávaro volta a ser maioria, com sete dos 26 convocados:
- Manuel Neuer (G)
- Joshua Kimmich (LD/volante)
- Jamal Musiala (MEI)
- Aleksandar Pavlovic (VOL)
- Leon Goretzka (VOL)
- Jonathan Tah (ZAG) – contratado em 2025
- Lennart Karl (ATA) – estreante em Copas
Nagelsmann trabalhou com cinco desses nomes na passagem pela Allianz Arena (2021-2023), elemento que tende a acelerar processos de implementação de ideia de jogo.
Raio-X: comparação 2014 x 2026
| Indicador | 2014 | 2026 |
|---|---|---|
| Número de atletas do Bayern | 7 (6 titulares na final) | 7 (titularidade a definir) |
| Média de idade do elenco | 26,3 anos | 25,7 anos |
| Gols sofridos nas Eliminatórias | 4 | 3 |
| Técnico | Joachim Löw (8º ano) | Julian Nagelsmann (2º ano) |
Desafios imediatos: grupo acessível, mata-mata traiçoeiro
A Alemanha caiu no Grupo E ao lado de Curaçao, Costa do Marfim e Colômbia. A combinação de campanha defensiva sólida nas Eliminatórias e ranking FIFA projeta liderança sem sobressaltos. Porém, o chaveamento cruza com o grupo de França nas oitavas, adversário que esteve em duas últimas finais mundiais. Espanha e Países Baixos podem aparecer mais adiante, testando a regularidade que, segundo Schweinsteiger, ainda oscila na atual geração.
Como cada setor se reforça com o núcleo bávaro
Defesa: Neuer comanda a última linha, agora reforçada por ball-playing defenders como Tah e o multiposicional Kimmich, possibilitando saída de três e amplitude curta nos laterais.
Meio-campo: Pavlovic oferece primeiro passe vertical, enquanto Goretzka se projeta para a área, recriando a dobradinha “6-8” popularizada por Guardiola em 2013/14.
Imagem: Sven Sim
Ataque: Musiala e Lennart Karl adicionam imprevisibilidade. O camisa 10 dribla 3,8 vezes por 90 min na Bundesliga 2025/26, índice mais alto do elenco, enquanto Karl soma 18 gols na temporada, opção para atacar profundidade contra linhas baixas.
Impacto futuro: legado e transição
Se a estratégia vingar, Nagelsmann não apenas resgata a confiança pós-eliminações em 2018 e 2022, mas também estabelece matriz de jogo para o ciclo 2026-2030, quando Neuer e possivelmente Kimmich já não estarão presentes. A coesão imediata oferecida pelos atletas do Bayern pode encurtar o caminho rumo ao título e criar base para renovação gradual com talentos como Musiala e Wirtz.
Nos próximos amistosos pré-Copa, o foco será testar alternativas de saída de bola sem Neuer e variações de trio ofensivo. O desempenho nesses ensaios indicará se a “fórmula Bayern” é suficiente para encarar o lado mais pesado do chaveamento a partir das oitavas.
Com informações de Trivela