Por que altitude menor que a de São Paulo ‘preocupa’ João Fonseca e outros tenistas em Madri

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Madri (ESP) — 20 de abril de 2026. Cabeça de chave no Madrid Open, o brasileiro João Fonseca revelou à ESPN que a altitude de 657 m da capital espanhola exigirá ajustes imediatos em seu equipamento e ritmo de jogo, às vésperas de sua estreia prevista entre 20/4 e 3/5 no Mutua Madrid Open.

Por que 657 m fazem diferença mesmo abaixo de São Paulo

Embora São Paulo esteja a 760 m e, portanto, acima de Madri, o circuito ATP é majoritariamente disputado em cidades próximas do nível do mar. Entre os principais torneios de elite, somente Cincinnati (226 m) chega perto em termos de elevação. Esse salto repentino de altitude — para muitos jogadores que migram de Monte Carlo (0 m) ou Barcelona (12 m) — altera a densidade do ar e acelera a bola, reduzindo o atrito e aumentando a distância percorrida após o quique.

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Segundo estudos da USTA, cada 300 m de elevação podem gerar até 3% de redução na resistência do ar. Em 657 m, a bolinha pode atingir velocidades ~6% maiores que ao nível do mar, impactando o tempo de reação, o efeito do spin e a necessidade de ajustes na libragem das cordas.

Ajustes práticos indicados por Fonseca

O brasileiro destacou que alguns atletas chegam a trocar o tipo de corda e alterar a tensão (“libragem”) para recuperar controle. Normalmente, a tensão sobe de 1 a 2 libras (≈0,5 a 1 kgf) para compensar a bola mais “viva”.

  • Spin: excesso de rotação perde eficiência, pois a bola “desliza” mais no ar rarefeito.
  • Saque: velocidade extra favorece sacadores potentes, mas dificulta recepção.
  • Devolução: exige antecipação e posicionamento mais recuado.

Raio-X do cenário competitivo

Adversários potenciais na estreia

Jogador Ranking ATP* Estilo predominante Altitude favorável?
Zizou Bergs (BEL) Top 80 Contra-ataque com backhand sólido Velocidade extra pode prejudicar defesa
Marin Cilic (CRO) Ex-#3 / atual Top 60 Saque-potente, forehand reto Altitude potencializa o serviço

*Rankings oficiais de 15/04/2026

Impacto na temporada de saibro

Madri é o único Masters 1000 de saibro em altitude moderada antes de Roma (21 m) e Roland Garros (35 m). Adaptar-se rapidamente oferece duas vantagens competitivas: 1) pontuação valiosa (até 1000 pontos) para o ranking pré-Grand Slam; 2) transição técnica, já que o topspin precisa ser recalibrado de volta às condições de baixa altitude nas semanas seguintes.

O que observar nos próximos dias

Fonseca terá dois treinos de aclimatação antes de enfrentar Bergs ou Cilic. A forma como ele ajusta a tensão da raquete e calibra a profundidade do forehand indicará se o brasileiro conseguirá repetir as quartas de final alcançadas em 2025. Caso avance, seu caminho projeta possíveis confrontos com especialistas em saque-voleio, estilo ainda mais beneficiado pela velocidade extra da altitude madrilenha.

Perspectiva: uma boa campanha em Madri pode impulsionar Fonseca ao Top 15 antes de Roland Garros, enquanto falhas de adaptação podem expor a necessidade de ajustes rápidos para manter a consistência no restante da gira europeia.

Com informações de ESPN Brasil

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