Ashleigh Plumptre: ‘I deeply hurt people by moving to Saudi Arabia’

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Quem: Ashleigh Plumptre, zagueira da seleção da Nigéria e ex-Leicester City; o quê: renovou contrato com o Al-Ittihad e comentou o impacto social de sua transferência; quando: dois anos após chegar ao clube, em 2024; onde: Jeddah, Arábia Saudita; por quê: a jogadora diz sentir-se valorizada no projeto saudita, apesar da reação negativa de parte da torcida LGBT.

Por que a renovação importa

Plumptre foi a primeira atleta a sair diretamente da Women’s Super League (Inglaterra) para a Saudi Women’s Premier League, ainda em 2022/23. A extensão contratual consolida a estratégia saudita de atrair nomes de nível internacional e indica que o investimento não é apenas pontual, mas de médio prazo — tendência fundamental para qualquer liga que busca reconhecimento da FIFA e, futuramente, uma candidatura a grandes competições.

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Contexto social e cultural

A jogadora reconheceu ter “magoado profundamente” parte da comunidade LGBT, já que relações homoafetivas são proibidas na Arábia Saudita. Ainda assim, afirmou sentir-se “mais segura” vivendo em Jeddah do que no Reino Unido, destacando as condições de moradia em complexos residenciais (compounds) e a disciplina social local.

Raio-X de Ashleigh Plumptre

  • Idade: 27 anos
  • Posição: zagueira canhota
  • Altura: 1,74 m
  • Clubes anteriores: Leicester City (2013–2023), USC Trojans (NCAA), LA Galaxy OC (WPSL)
  • Seleção da Nigéria: 16 partidas oficiais* e participação na Copa do Mundo de 2023 (oitavas de final contra a Inglaterra)

*Dados da Federação Nigeriana atualizados até dezembro/2023.

Panorama da Saudi Women’s Premier League

A SWPL foi lançada em 2022 com estrutura de 24 times divididos em três divisões de oito equipes. Cada clube pode registrar até seis estrangeiras, e nomes como Asisat Oshoala (Al-Hilal) e as francesas Amel Majri e Kheira Hamraoui chegaram recentemente. Apesar disso, os estádios — quase todos com menos de 15 mil lugares — raramente recebem público significativo.

Desafios técnicos

Segundo Plumptre, o ritmo de jogo “não se compara” ao da WSL, o que exige adaptação tática: menos intensidade física e maior responsabilidade posicional para as estrangeiras. A defesa do Al-Ittihad, por exemplo, sofreu 0,9 gol por partida na última temporada, mas 68 % desses gols vieram nos 20 minutos finais — indicador de queda de concentração que a experiência da zagueira pode ajudar a corrigir.

Ashleigh Plumptre: ‘I deeply hurt people by moving to Saudi Arabia’ - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Impacto futuro

Com a permanência da nigeriana e a chegada de outras atletas de ponta, a expectativa é de elevação gradual do nível técnico da SWPL em até três temporadas, prazo mínimo para que a Arábia Saudita cogite disputar, por exemplo, uma Copa da Ásia Feminina. No curto prazo, o Al-Ittihad mira a classificação à Supercopa Saudita, cuja premiação recebeu acréscimo de 25 % em 2024. A evolução do número de torcedores no estádio — alvo de campanhas escolares e ingressos gratuitos — será o indicador-chave a acompanhar.

Conclusão prospectiva: Se conseguir traduzir a experiência internacional de Plumptre em desenvolvimento local — sobretudo via programas de base e ações de engajamento comunitário — o futebol feminino saudita pode reduzir o hiato competitivo em relação às principais ligas da Ásia em cinco anos e pavimentar uma candidatura séria a torneios regionais.

Com informações de BBC Sport

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