Barueri, 02/05/2024 – Logo após a vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o Grêmio, na Arena Barueri, o auxiliar técnico Vítor Castanheira detalhou a situação médica de Paulinho e Vitor Roque, que continuam como desfalques e só deverão ter nova avaliação às vésperas do confronto contra o Bahia, domingo (5), em Salvador.
Vitor Roque segue em tratamento de tornozelo
O centroavante sofreu entorse ainda na semifinal do Campeonato Paulista e não aparece entre os relacionados desde então. Segundo Castanheira, o jogador é avaliado “dia após dia”, o que indica estágio intermediário de reabilitação, quando a comissão médica alterna fisioterapia com trabalhos de força em campo. A presença no jogo da 10ª rodada dependerá de resposta sem intercorrências nas 48 horas que antecedem a viagem.
Impacto tático: sem Roque, Abel Ferreira tem recorrido a um falso 9, adiantando Raphael Veiga ou Mayke para gerar superioridade numérica entre linhas. A solução funcionou contra o Grêmio – o Verdão finalizou 17 vezes –, mas a falta de um referência reduz as opções de jogo aéreo, setor em que Roque lidera o elenco com média de 0,9 cabeçadas certas por partida na temporada.
Paulinho completa nove meses fora e entra em fase de aumento de carga
O meio-campista recupera-se de fratura na perna direita, a segunda lesão grave em menos de dois anos, e está no estágio de return to play, quando a carga física é elevada gradualmente para igualar a intensidade do grupo. Castanheira foi cauteloso: “Quando a estrutura técnica entender que ele está pronto, ele integra o grupo”.
Importância estratégica: Paulinho é peça de equilíbrio na transição defensiva; em 2023 ele registrou média de 5,2 duelos ganhos por jogo no Brasileirão. Sem ele, Zé Rafael assume maior raio de ação, o que aumenta o desgaste de quem também é o líder em minutos jogados na temporada (2.134).
Raio-X do Palmeiras após nove rodadas
- Liderança isolada: 22 pontos (7V-1E-1D), três à frente do Fluminense (19) e cinco do Bahia (17).
- Melhor ataque: 18 gols marcados, média de 2,0 por partida.
- Defesa sólida: apenas 7 gols sofridos; 0,7 por jogo, a menor média entre os oito primeiros colocados.
- Eficiência em finalizações: 13,8 chutes por jogo, com 43 % no alvo (dados Footstats).
Como as ausências influenciam o jogo contra o Bahia
O Tricolor baiano tem 100 % de aproveitamento como mandante e média de 1,8 gol por partida na Fonte Nova. Sem um centroavante de origem, o Palmeiras deve repetir a escalação móvel que pressiona alto e tenta roubar a bola no terço final, estratégia que resultou em 11 desarmes no campo ofensivo contra o Grêmio. Caso Vitor Roque não seja liberado, a tendência é manter Endrick ou Mayke centralizados, liberando Dudu para duelos individuais contra os laterais adversários.
Imagem: Reprodução
Próximos passos no departamento médico
• Vitor Roque – reavaliação diária; decisão final no sábado (4).
• Paulinho – projeta-se retorno pleno aos treinos coletivos até a metade de maio, mas sem data oficial para reestreia.
Conclusão prospectiva: Mesmo líder, o Palmeiras depende da rapidez na recuperação de Paulinho e Vitor Roque para manter variedade de esquemas durante a maratona de maio, que inclui quatro partidas em 12 dias. A forma como o Verdão gerenciará o elenco – e especialmente o eixo central sem a dupla – poderá definir a manutenção da ponta na virada para o segundo terço do Brasileirão.
Com informações de Nosso Palestra