Notas da seleção: Danilo ‘carimba’ vaga na Copa, Vini Jr. oscila e Endrick muda o jogo em 15 minutos

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Orlando (EUA), 31/03/2026 – A seleção brasileira venceu a Croácia por 3 a 1 no Camping World Stadium e deu passo importante rumo à convocação final para a Copa do Mundo de 2026. O volante Danilo Santos, titular de última hora, foi o melhor em campo até ser substituído, enquanto o atacante Endrick entrou aos 75 minutos, sofreu pênalti convertido por Igor Thiago e serviu Martinelli para fechar o placar.

Danilo Santos eleva a competitividade no meio-campo

Ancelotti testou Danilo Santos na vaga de Andrey Santos e colheu resultado imediato. O jogador do Botafogo deu fluidez à saída de bola, recuando entre os zagueiros para iniciar a construção e liberando Casemiro para pressionar linhas adiantadas. Esse encaixe corrigiu um problema detectado contra a França, quando a dupla Casemiro-Andrey ocupava a mesma faixa e diminuía a capacidade de ultrapassagem dos laterais.

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Com boa leitura de espaços, Danilo registrou 92% de passes completos, dois passes de ruptura que originaram finalizações e ainda apareceu na área para marcar o primeiro gol brasileiro. Desde 2025, o volante já era monitorado pela comissão: foi um dos três jogadores com mais desarmes (média de 2,4 por jogo) no Brasileirão, segundo dados da Footstats, e manteve regularidade durante a Libertadores.

Endrick: poder de decisão condensado em um quarto de hora

Aos 18 anos, Endrick voltou a provar por que é considerado “12º titular” do grupo. A primeira ação foi atacar o espaço entre o lateral croata e o zagueiro, recebendo passe de Martinelli e sofrendo o pênalti que recolocou o Brasil em vantagem. Depois, arrastou a marcação pela esquerda e, de pé direito, rolou para Martinelli fechar a conta. Foram quatro toques na bola, dois lances capitais.

Taticamente, sua mobilidade amplia as possibilidades de Ancelotti: Endrick pode atuar como referência móvel em um 4-3-3 ou abrir como extremo quando o treinador opta por Vinicius Jr. em corredor central, variação ensaiada no segundo tempo.

Raio-X do amistoso

  • Posse de bola: Brasil 57% x 43% Croácia
  • Finalizações: 16 (9 no alvo) x 8 (3 no alvo)
  • Desarmes certos: Brasil 19 – Danilo Santos (4) foi o líder individual
  • Mapa de calor: Seleção concentrou 42% das ações pelo lado esquerdo, reflexo das investidas de Vinicius Jr., mas a eficiência veio pela direita, com Luiz Henrique e as chegadas de Ibañez.

O que muda na corrida pela Copa do Mundo

O desempenho de Danilo Santos coloca pressão direta sobre Andrey Santos e Fabinho, agora em disputa por uma única vaga de volante reserva. No ataque, Endrick reforça a tese de levar nove atacantes na lista de 26, o que pode custar a posição de um meio-campista de características mais defensivas.

Além dos aspectos individuais, a vitória consolida o 4-3-3 com meio-campo de dois interiores dinâmicos – modelo que Ancelotti pretende usar contra seleções que jogam em bloco médio, caso de Panamá e Egito, próximos adversários em amistosos de junho.

Calendário até a convocação final

31/05 – Brasil x Panamá (Rio de Janeiro) – amistoso
06/06 – Brasil x Egito (Nova Jersey) – amistoso
13/06 – Brasil x Marrocos (Houston) – estreia na Copa do Mundo

Conclusão prospectiva: Ao confirmar Danilo Santos como peça funcional no meio-campo e testar com sucesso a profundidade de elenco no ataque, a Seleção deu salto qualitativo na Data FIFA de março. O grupo volta a se reunir em maio com hierarquia mais definida, mas a briga por até três vagas segue em aberto – especialmente entre os meio-campistas. Os próximos amistosos serão, portanto, o último exame antes da lista final que Ancelotti divulgará em 20 de junho.

Com informações de ESPN Brasil

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