Conselho da Massa tem reunião sobre operações e experiência do torcedor – Clube Atlético Mineiro

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Quem: diretoria do Atlético-MG e membros do Conselho da Massa  |  O quê: quarta reunião de trabalho sobre a operação de jogos  |  Quando: quinta-feira, 2 de julho  |  Onde: Arena MRV, Belo Horizonte  |  Por quê: aperfeiçoar preços, acesso, segurança e serviços para a torcida atleticana.

Por dentro da operação de jogo na Arena MRV

Durante o encontro, o diretor de Operações Leonardo Barbosa apresentou os fluxos de acesso, a distribuição dos 21 portões e as rotas de evacuação desenhadas para os 46 000 lugares da Arena MRV. O dirigente expôs ainda o dimensionamento de equipes de limpeza, alimentação e monitoramento por vídeo, justificando que cada jogo mobiliza cerca de 1 200 profissionais terceirizados.

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Segurança: custo ou investimento?

A diretoria refutou a informação de que o clube gastaria “quatro vezes mais” que outros estádios brasileiros. Segundo Barbosa, os custos de segurança aparecem integralmente no borderô do Atlético, ao contrário do que ocorre em algumas arenas onde parte das despesas é diluída em outros centros de custo. A justificativa principal para o investimento é a busca por reduzir incidentes e melhorar o NPS (Net Promoter Score) do torcedor, métrica monitorada jogo a jogo desde a inauguração do estádio em 2023.

O que muda para a Massa: demandas priorizadas

Entre as 15 sugestões levantadas, três já entraram em fase de implementação:

  • Transporte público: estudo conjunto com a CBTU para viabilizar trens extras na Linha 1 do metrô em dias de jogo.
  • Ônibus de torcidas organizadas: criação de bolsões de estacionamento no anel externo da BR-040, com traslado interno operado por shuttle.
  • Acústica: ajustes no sistema de som dos setores Leste Inferior e Camarotes para reduzir reverberação.

Raio-X da Arena MRV em números

37 972 – média de público do Atlético no Brasileirão 2023, 6.ª maior do país (dados CBF).
78 % – taxa média de ocupação dos assentos desde a abertura.
20 % – participação da receita de match-day no faturamento total alvinegro em 2023, segundo balanço financeiro.
3,1 – ocorrências de segurança por jogo, queda de 42 % em relação ao antigo Mineirão (2019-22).
21 – portões independentes de acesso, número superior ao padrão de arenas brasileiras de capacidade similar (média 14).

Impacto na temporada 2024

A melhora na experiência do torcedor é estratégica para manter alta a frequência em jogos do Brasileirão, da Copa do Brasil e da CONMEBOL Libertadores. Com média de ocupação próxima a 80 %, cada ponto percentual adicional representa cerca de R$ 300 mil a mais em bilheteria por partida, valor capaz de financiar reforços ou amortizar a dívida do clube. Além disso, a satisfação do público influencia diretamente o plano de sócio “Galo Na Veia”, que já supera 135 mil associados – quarto maior programa do país.

Próximos passos: os ajustes operacionais serão testados no próximo jogo em casa, contra o Red Bull Bragantino, pelo Brasileirão. A diretoria definirá novos indicadores de performance (tempo médio de entrada, tempo de fila nas catracas e avaliação via QR Code) que serão apresentados na 5.ª reunião do Conselho da Massa, prevista para setembro.

Em síntese, a aproximação entre diretoria e torcedores cria um ciclo virtuoso: mais transparência, experiência aprimorada e potencial de receita ampliado. A execução das medidas será monitorada jogo a jogo e pode se tornar referência para outros clubes que estudam implementar conselhos de fãs no futebol brasileiro.

Com informações de Clube Atlético Mineiro

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