Bastidores da demissão de Dorival no Corinthians: pressão pré-jogo, valor da multa e busca por substituto

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São Paulo (06/04/2026) – O Corinthians oficializou, na noite de domingo (5), a demissão de Dorival Júnior após a derrota por 1 a 0 para o Internacional, na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro. O treinador encerra passagem marcada por nove partidas consecutivas sem vencer e um ataque que balançou a rede apenas três vezes nos últimos sete compromissos, cenário que levou a diretoria a optar pela troca imediata antes da estreia na CONMEBOL Libertadores, dia 9, contra o Platense, na Argentina.

Pressão crescente desde o revés no Maracanã

A decisão não foi tomada exclusivamente pelo tropeço diante do Inter. Segundo apuração, a comissão técnica já considerava a saída provável após a derrota por 3 a 1 para o Fluminense, na última quarta-feira. Apesar dos relatos de treinos “bons” na sexta e no sábado, a diretoria exigia mudança de postura ofensiva – algo que não se confirmou em campo.

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Multa rescisória e etapas burocráticas

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Pelo acordo contratual, Dorival e seus auxiliares receberão três salários de indenização, estimados em torno de R$ 6 milhões. Antes de anunciar o sucessor, o clube ainda precisa concluir a rescisão em comum acordo, incluindo forma e prazo de pagamento.

Fatores extracampo que azedaram a relação

Além dos resultados, a diretoria se incomodou com a postura pública do técnico na quase venda do meio-campista André ao Milan, durante a fase decisiva do Estadual. Dorival classificou o jogador como “imprescindível” e cobrou reforços – declarações vistas internamente como pressão pública sobre o departamento de futebol e que repercutiram mal até entre alguns atletas.

Raio-X da sequência negativa

  • Última vitória: 16/02 (2 x 0 sobre o Água Santa, Paulista)
  • Sequência atual: 9 jogos – 4 empates, 5 derrotas
  • Gols marcados: 3 (média de 0,33/jogo)
  • Finalizações por partida: 8,7* (média dos últimos 7 jogos)
    *dado oficial das súmulas da CBF

Impacto imediato na temporada

Com Dorival fora, William Batista, técnico do sub-20, assume interinamente e terá menos de 72 horas para preparar o elenco para o duelo em Vicente López. Uma vitória na Argentina é crucial para suavizar o ambiente antes do clássico contra o Palmeiras (12/04) e do reencontro com o Santa Fe (15/04) pela Libertadores.

Cenários para o novo comandante

O perfil buscado pelo Corinthians passa por três demandas prioritárias:

  1. Eficiência ofensiva – o clube terminou 2025 com 1,05 gol/jogo, sua pior média em pontos corridos desde 2007.
  2. Integração com a base – André, Breno, Biro e Kayke já somam 40% dos minutos disputados em 2026.
  3. Gestão de elenco – os efeitos do Fair Play Financeiro limitam contratações; maximizar desempenho do grupo atual é mandatário.

Entre os nomes especulados no mercado, a preferência recai sobre treinadores disponíveis ou que possam negociar rápida liberação, dado o cronograma apertado da Libertadores.

Próximos jogos do Corinthians

  • 09/04 – Platense (F) – Libertadores
  • 12/04 – Palmeiras (C) – Brasileirão
  • 15/04 – Santa Fe (C) – Libertadores

As três partidas em sete dias oferecerão um termômetro imediato para qualquer novo projeto técnico. Se a diretoria confirmar um substituto antes da viagem à Argentina, o profissional já estreará em competição continental; caso contrário, William Batista pode comandar o time nos dois primeiros compromissos.

Em suma, a saída de Dorival Júnior encerra um ciclo encurtado pelos resultados e pela falta de sintonia nos bastidores. O desempenho nas próximas rodadas e a escolha do novo treinador indicarão se o Corinthians consegue virar a chave a tempo de manter suas ambições no Brasileiro e, sobretudo, na Libertadores.

Com informações de ESPN Brasil

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