Fiorentina, Ferrari ammette: “Negli spogliatoi ho visto rabbia e qualche lacrima”

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Florença, 2 de dezembro de 2025 – Durante a tradicional ceia de Natal da Fiorentina, o diretor-geral Alessandro Ferrari concedeu entrevista à Sky Sport e descreveu o clima de “raiva e algumas lágrimas” que tomou conta do vestiário após a derrota para a Atalanta, em Bérgamo. O dirigente reforçou o apoio ao técnico Paolo Vanoli e convocou união total antes do confronto direto contra o Sassuolo de Fabio Grosso, válido pela 15ª rodada da Série A.

Clima de emergência no Artemio Franchi

Mesmo acostumada a brigar por vagas europeias nos últimos anos, a Fiorentina vê-se agora na metade inferior da tabela. A sequência negativa culminou no revés em Bérgamo, quando torcedores e elenco dialogaram ainda no gramado. Segundo Ferrari, o episódio foi “belíssimo” porque o veterano Edin Džeko assumiu a palavra e pediu que “todos sigam na mesma direção”. O episódio acabou servindo como catalisador emocional, gerando frustração, mas também motivação extra para a retomada.

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O trabalho de Vanoli: ajustes pendentes

Conhecido pelo esquema 3-5-2 que empregou no Venezia, Vanoli tenta repetir em Florença o modelo baseado em linhas de cinco na fase defensiva e amplitude com alas. O DG afirmou que o treinador “está a um passo de ter a chave de leitura do elenco”, mas ainda busca:

Sincronismo defensivo – A equipe sofre com bolas longas às costas dos zagueiros.
Saída de bola – A construção por dentro, com De Gea iniciando as jogadas, carece de opções de passe curto.
Intensidade nos corredores – Gosens e Dodô alternam bons momentos, mas o time depende demais das subidas dos alas para criar superioridade numérica.

Raio-X do elenco: líderes em foco

David De Gea, Robin Gosens, Moise Kean e Dodô foram decisivos na temporada passada e formam, ao lado do capitão Ranieri, o núcleo de liderança destacado por Ferrari. O dirigente sinalizou que “cada um deve entregar mais” para recuperar a química coletiva. A mescla de veteranos (Džeko e De Gea) com jogadores em fase ascendente (Kean e Ranieri) cria um vestiário experiente, mas que vive cobrança crescente por desempenho imediato.

Próximo obstáculo: Sassuolo de Fabio Grosso

O duelo de domingo, no Artemio Franchi, ganha contornos de game-changer. Fabio Grosso costuma armar o Sassuolo com 4-3-3 ofensivo, que pressiona alto e explora diagonais curtas. Para a Fiorentina, neutralizar o trio de ataque neroverde e acelerar a transição pelos lados são pontos-chave. A tendência é que Vanoli mantenha a linha de três defensores, mas com atenção redobrada ao espaço entre alas e zagueiros.

O que está em jogo

Além dos três pontos, o confronto serve como termômetro psicológico. Uma vitória estancaria a crise interna, devolveria confiança à torcida e daria fôlego a Vanoli para implementar ajustes táticos mais profundos durante a pausa de fim de ano. Por outro lado, novo tropeço ampliaria a pressão externa e poderia obrigar a diretoria a repensar metas e até a política de mercado de janeiro.

Conclusão prospectiva: Ferrari deixou claro que união e resposta imediata são imperativos. Se a Fiorentina transformar a “raiva e as lágrimas” em energia competitiva, tem elenco para escalar posições e reentrar na luta por competições continentais ainda neste campeonato. A partida contra o Sassuolo, portanto, pode marcar o ponto de virada – ou aprofundar um ciclo de instabilidade que exige respostas rápidas no mercado de inverno.

Com informações de Corriere dello Sport

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