Rio de Janeiro (RJ) – O meia Paulo Henrique Ganso, 34 anos, foi liberado pelo Fluminense nesta semana para negociar com outro clube e, se não voltar a atuar pelo Tricolor, fechará sua passagem nas Laranjeiras como o 8º maior garçom do clube no século XXI, com 35 assistências registradas desde fevereiro de 2019.
Por que o Fluminense libera Ganso agora?
A direção tricolor, em alinhamento com a comissão técnica, optou por liberar o atleta antes do término do vínculo que vai até dezembro de 2024. A decisão está relacionada a três fatores complementares:
- Gestão de minutagem: em 2024, Ganso vinha reduzindo participação em comparação com 2023, acumulando menos minutos em campo;
- Política salarial: a possível transferência abre espaço na folha para novas renovações e contratações na metade da temporada;
- Planejamento tático: a comissão estuda alternativas mais dinâmicas para o setor de criação, priorizando atletas de maior mobilidade e intensidade de pressão pós-perda.
Ranking de assistências do Flu no século
Com 35 passes decisivos, Ganso encerra sua trajetória logo atrás de Roger Flores (36) e à frente apenas de quem estreou no século, mantendo posição entre nomes campeões pelo clube:
- Darío Conca – 71 assistências
- Jhon Arias – 55 assistências
- Thiago Neves – 51 assistências
- Fred – 42 assistências
- Gustavo Scarpa – 40 assistências
- Magno Alves – 39 assistências
- Roger Flores – 36 assistências
- Paulo Henrique Ganso – 35 assistências
Raio-X do camisa 10 nas Laranjeiras
Período: fev/2019 – jun/2024 (5 temporadas e meia)
Jogos disputados: 317
Gols marcados: 30
Assistências: 35
Títulos conquistados: Bicampeonato Carioca (2022, 2023), Conmebol Libertadores (2023) e Recopa Sul-Americana (2024).
Além dos números oficiais, o departamento de análise do clube atribui a Ganso mais de 80 “pré-assistências” – o penúltimo passe antes do gol – categoria que não integra as estatísticas convencionais, mas reforça sua relevância na construção ofensiva.
Impacto técnico da saída: quem assume a organização?
Sem Ganso, o setor criativo deve ser redistribuído entre Jhon Arias (responsável por 55 assistências no período), Germán Cano recuando ocasionalmente para tabelas curtas e o recém-chegado Matías Savarino, testado como possível cobrador oficial de pênaltis. O técnico Fernando Diniz pode ainda acionar o jovem Arthur, destaque na base, para manter a cadência no terço final.
Imagem: Marcelo Gçalves
Em termos de métricas coletivas, o Flu perde seu líder em passes de ruptura por 90 minutos (2,4 em média na temporada 2023, segundo o Sofascore). A reposição imediata exigirá ajustar a saída de três e trabalhar com maior amplitude pelos corredores, evitando sobrecarga na faixa central.
Calendário e próximos desafios
O Fluminense volta a campo nas rodadas decisivas da Conmebol Libertadores em julho e precisa de quatro pontos para garantir vaga direta nas oitavas. Sem o camisa 10, a tendência é de linha média com Arias centralizado e laterais mais avançados, estratégia testada nos amistosos de intertemporada.
Conclusão prospectiva: a despedida de Paulo Henrique Ganso encerra um ciclo de controle de posse e passes verticais no Fluminense; a curto prazo, o time buscará compensar com volume de movimentação e alternância de posições. A janela de meio de ano indicará se o clube apostará em reforço externo ou na promoção definitiva de um armador de Xerém, ponto que deve pautar as próximas semanas de noticiário tricolor.
Com informações de NetFlu