Roma, 08/04/2026 – Sem treinador desde a saída de Gennaro Gattuso, a seleção da Itália analisa nomes para o novo ciclo de Copa do Mundo, e Antonio Conte – atualmente no Napoli, com contrato até 2027 – ganhou apoio público do ex-meia Emanuele Giaccherini, que trabalhou com o técnico na Juventus, no Napoli e na Azzurra.
Por que Conte voltou ao radar da Federação
Em coletiva recente, o próprio Conte admitiu que “é normal que meu nome apareça” e que, se fosse dirigente, também o consideraria. O raciocínio faz sentido: a Itália ficou de fora das últimas duas Copas e busca um perfil capaz de reorganizar processos rapidamente. Conte já esteve no cargo entre 2014 e 2016, período em que conduziu a equipe até as quartas de final da Euro 2016, com 24 jogos, 14 vitórias, 7 empates e 3 derrotas – aproveitamento de 65,3%.
O método Conte: intensidade que beira o limite físico
Giaccherini, em entrevista ao jornal La Gazzetta dello Sport, descreveu sessões de treino em Coverciano que exigiam “máscaras de oxigênio” para serem concluídas. “Ele prepara você como um soldado. Nos treinos repetimos as jogadas mil vezes; em campo, sabemos exatamente o que fazer”, relatou o ex-meio-campista, acrescentando que a preparação extrema gerava confiança nos momentos de pressão.
Raio-X de Antonio Conte
- Títulos de clubes: 3 Serie A (Juventus), 1 Premier League (Chelsea), 1 Serie A (Inter de Milão), 1 Coppa Italia (Juventus) e 1 Supercopa Italiana (Inter).
- Desempenho na seleção (2014-16): 24J – 14V | 7E | 3D | 65,3% de aproveitamento.
- Defesas sólidas: suas equipes sofreram média de 0,9 gol/jogo em ligas nacionais desde 2011.
- Formação base: 3-4-3 com variações para 3-5-2, modelo que aproveita alas de alta intensidade – perfil que a Itália hoje encontra em Di Lorenzo e Udogie, por exemplo.
Como a chegada de Conte impactaria o ciclo rumo a 2026
O próximo treinador terá menos de dois anos até a disputa da Euro 2028 e pouco mais de três até a Copa 2026. O histórico de Conte em reconstruir rapidamente — Juventus (2011) e Inter (2019) — pesa a favor. Nos dois casos, ele reduziu em pelo menos 17% a média de gols sofridos e elevou o índice de pontos obtidos por partida já na primeira temporada.
Na seleção, a carência atual está na consistência defensiva: a Itália levou 1,25 gol/jogo na fase final da última Nations League. Um sistema de três zagueiros, marca registrada de Conte, poderia acomodar Bastoni, Scalvini e Mancini, liberando laterais ofensivos e oferecendo coberturas previamente ensaiadas.
Imagem: IMAGO
Próximos passos
O presidente da FIGC, tarefeiro de definir o nome até maio, terá de negociar eventual rescisão com o Napoli — Conte tem vínculo até 2027. Caso o acerto ocorra, a estreia à frente da Azzurra seria possivelmente na janela de setembro, quando começam as Eliminatórias para a Euro 2028.
Conclusão: A combinação de histórico vencedor, capacidade de impacto imediato e apoio explícito de ex-jogadores coloca Antonio Conte em posição de destaque na corrida pela seleção italiana. A definição nas próximas semanas indicará se a Azzurra apostará novamente em métodos de alta intensidade para voltar a um Mundial — e o próximo amistoso de junho já desponta como laboratório chave para quem assumir o cargo.
Com informações de Trivela