Porto Alegre, 10 de maio de 2026 – O Flamengo derrotou o Grêmio por 1 a 0 na Arena, neste domingo (10), em partida válida pela 15ª rodada do Brasileirão. O gol de Carrascal, aos 22 minutos do segundo tempo, consolidou um domínio territorial que já aparecia nas estatísticas: 68% de posse, 732 passes trocados e 20 finalizações contra apenas seis dos donos da casa. Com o revés, o Tricolor caiu para a 17ª posição, inaugurando sua passagem pela zona de rebaixamento.
Como o Flamengo tomou conta do jogo logo nos primeiros minutos
Com um desenho tático próximo do 4-3-3 posicional, o Flamengo ocupou o campo de ataque desde o pontapé inicial. A linha de meio formada por Léo Ortiz, Allan e De la Cruz (que alternava com Carrascal entre a meia-lua e o corredor esquerdo) conseguiu alongar a posse, atraindo o Grêmio para um bloco baixo de cinco jogadores. O resultado prático foi uma circulação de bola de 732 passes, mais que o dobro dos 337 trocados pelo time de Luís Castro.
Quando perdia a posse, o Flamengo reagia com pressão imediata (counter-press), sufocando qualquer tentativa de transição. Isso explica a diferença de 6 a 0 em escanteios e as apenas seis finalizações gremistas, das quais somente uma exigiu defesa de Rossi.
Raio-X estatístico da partida
Posse de bola: 68% (FLA) x 32% (GRE)
Passes certos: 732 (FLA) x 337 (GRE)
Finalizações: 20 (FLA) x 6 (GRE)
xG (gols esperados): 2,71 (FLA) x 0,26 (GRE)
Grandes chances criadas: 3 (FLA) x 0 (GRE)
Escanteios: 6 (FLA) x 0 (GRE)
Defesas do goleiro: 4 (Weverton – GRE) x 1 (Rossi – FLA)
O lance decisivo que quebrou a resistência gremista
Aos 22’ da etapa final, Léo Ortiz avançou pelo corredor central e encontrou Emerson Royal infiltrando na área. O lateral cortou a marcação e rolou para trás, onde Carrascal chegou batendo de canhota: 1 a 0. A jogada sintetizou a superioridade rubro-negra: paciência na posse, mobilidade dos laterais por dentro e finalização a partir da meia-lua, setor em que o Grêmio cedeu espaço durante todo o segundo tempo.
Quebrando marcas e acendendo o sinal de alerta em Porto Alegre
A derrota encerrou 109 dias de invencibilidade gremista na Arena e uma série de cinco jogos sem sofrer gols. Mais grave que isso, o time soma agora 17 pontos, ocupando o 17º lugar e igualando a pior colocação da era dos pontos corridos nesta altura do campeonato.
Imagem: Lucas Uebel
Impacto tático e projeção para as próximas rodadas
O revés expôs uma fragilidade já detectada em rodadas anteriores: a dificuldade do Grêmio em gerar escape pelo meio. Sem Pedro Gabriel, que deixou o campo lesionado aos 9’, Luís Castro recuou Noriega para buscar jogo, mas o encaixe de marcação de Allan neutralizou a construção. Caso o camisa 9 tenha lesão confirmada, o treinador precisará encontrar soluções internas ou alterar o modelo – possibilidade que ganha força com as entradas recentes de Braithwaite como falso 9.
Do outro lado, o Flamengo reafirma tendência de alta: soma oito jogos sem perder, média de 61% de posse e o melhor ataque do torneio (27 gols). O time de Tite volta a encostar no líder com 30 pontos, projetando duelo direto pela parte de cima já na próxima semana.
Próximos passos: o Grêmio terá pela frente um calendário de três partidas em 11 dias, duas delas fora de casa. A reação passa por recuperar a consistência defensiva e, sobretudo, elevar o volume ofensivo – hoje o terceiro pior do campeonato em xG gerado (média de 0,88 por jogo). Caso contrário, a permanência no Z-4 pode deixar de ser passageira e se transformar em ameaça real na virada do turno.
Com informações de Portal do Gremista