ATLANTA HAWKS e NEW YORK KNICKS protagonizaram um duelo eletrizante na noite desta segunda-feira (20/04/2026) no Madison Square Garden. Com virada nos segundos finais, os Hawks venceram por 107 a 106, empataram a série de primeira rodada dos playoffs em 1 a 1 e levam a disputa para dois compromissos em Atlanta.
Como a virada aconteceu
Os Knicks controlaram o primeiro tempo, foram para o intervalo com 61 a 54 e chegaram a ter seis jogadores anotando dígitos duplos antes do último quarto. Porém, a equipe da Geórgia ajustou a marcação no perímetro, emendou sequência de 8-0 no início do período final e virou o marcador com protagonismo de CJ McCollum e do reserva Jonathan Kuminga.
A sete segundos do fim, Jalen Brunson converteu bola de três que reduziu a diferença para um ponto. Na posse seguinte, McCollum errou dois lances livres, mas Mikal Bridges não aproveitou o contra-ataque, selando a vitória visitante.
Por que o resultado é importante
• O triunfo quebra a sequência de duas derrotas seguidas dos Hawks diante dos Knicks na temporada e devolve o mando psicológico antes dos jogos 3 e 4 na State Farm Arena.
• Atlanta não disputava pós-temporada desde 2022-23; sair de Nova York com 1 a 1 reacende a chance de avançar além da primeira rodada pela primeira vez em três anos.
• Para os Knicks, a derrota em casa aumenta a pressão: desde 2013-14 o time não vira uma série após perder um dos dois primeiros jogos no MSG.
Raio-X da partida
Principais estatísticas individuais
- Atlanta Hawks: CJ McCollum – 32 pts, 3 reb, 6 ast | Jalen Johnson – 17 pts, 8 reb, 3 ast | Jonathan Kuminga – 19 pts, 4 reb
- New York Knicks: Jalen Brunson – 29 pts, 2 reb, 7 ast | Josh Hart – 15 pts, 13 reb, 6 ast | Karl-Anthony Towns – 18 pts, 8 reb
Números coletivos relevantes
- Aproveitamento de 3 pontos: Hawks 38% (13/34) | Knicks 34% (12/35)
- Turnovers: Hawks 11 | Knicks 14 – os erros nova-iorquinos geraram 19 pontos para Atlanta.
- Pontos do banco: Hawks 28 (19 de Kuminga) | Knicks 21 – fator que sustentou a reação visitante.
Impacto tático
1. Defesa no pick-and-roll: Nate McMillan adiantou a segunda linha para forçar Brunson a soltar a bola mais cedo, reduzindo assistências no quarto final.
2. Uso de “small-ball”: Kuminga atuou como ala-pivô em alinhamento baixo, abrindo espaço para infiltrações de McCollum e neutralizando o rebote ofensivo de Mitchell Robinson.
3. Rotação de perímetro: A inserção de De’Andre Hunter em trocas defensivas limitou Bridges a 4/12 nos arremessos.
Imagem: Internet
Próximos passos da série
• Jogo 3 – Quinta-feira (23/04), 20h, em Atlanta
• Jogo 4 – Sábado (25/04), 19h, em Atlanta
Se necessário, retornos a Nova York (Jogo 5) e novos cruzamentos até um possível Jogo 7.
O que observar: se os Hawks mantiverem o volume de 28+ pontos vindos do banco e controlarem os turnovers, os modelos estatísticos de probabilidade (Basketball-Reference) projetam 58% de chance de avançar. Para os Knicks, passar a série depende de elevar o aproveitamento de pontaria de Bridges e limitar penetrações de McCollum, que finalizou 12/20 dentro do arco.
Com a série empatada e dois jogos consecutivos em casa, o Atlanta Hawks tem a oportunidade de capitalizar o momento para assumir a dianteira e colocar o New York Knicks contra a parede; em contrapartida, Nova York precisa de ajustes defensivos no “clutch time” para evitar que a desvantagem no confronto direto comprometa o objetivo de retornar às semifinais do Leste.
Com informações de ESPN.com.br