Tuchel’s chemistry-free team of strangers and second-choicers goes to war with itself | Barney Ronay

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Londres, 28 de março de 2026 — Em amistoso preparatório realizado no Estádio de Wembley, a Inglaterra de Thomas Tuchel ficou no 1 a 1 com o Uruguai depois de um jogo marcado por uma escalação experimental que reuniu 35 atletas e revelou pouca química coletiva a menos de três meses da Copa do Mundo.

Convocação inchada e escalação sem sintonia

Tuchel antecipou que observaria “o que via no treino” para definir os titulares, e o resultado prático foi um time com apenas dois nomes (Harry Maguire e Marcus Rashford) considerados potenciais titulares no Mundial. A opção por um elenco ampliado, vista por parte da imprensa inglesa como um “laboratório”, acabou gerando um efeito colateral: ausência de automatismos e falta de conexões entre setores.

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No meio, a dupla Jordan Henderson-James Garner pouco se complementou, enquanto Phil Foden, escalado como camisa 10, recebeu poucas bolas em condições de criação. A partida teve longos períodos sem finalizações, refletindo a dificuldade de posse progressiva.

Ben White: protagonista nos dois lances decisivos

Depois de 80 minutos morosos, o lateral/zagueiro Ben White abriu o placar aproveitando desvio na pequena área — lance que, paradoxalmente, foi seguido por vaias ao seu nome. Quatro minutos depois, o mesmo White cometeu pênalti em Facundo Torres; Federico Valverde converteu e decretou o empate.

Raio-X do amistoso

  • Posse de bola: equilíbrio, com leve vantagem inglesa nos minutos finais.
  • Finalizações certas: apenas duas de cada lado, ambas convertidas em gol.
  • Substituições-chave: Adam Wharton entrou no intervalo e deu verticalidade com passes em profundidade; Cole Palmer aumentou a agressividade pelos flancos.
  • Convocados observados: 35 no total; 9 não utilizados permaneceram de agasalho no banco.

Como o resultado mexe no planejamento para a Copa

A lista final da Inglaterra precisará ser reduzida para 26 nomes em maio. Desempenhos de Wharton e Palmer impulsionam suas candidaturas, enquanto setores como volante de contenção e centroavante reserva permanecem indefinidos. A comissão técnica terá mais dois amistosos (Espanha e Canadá, em abril) para afinar o coletivo e verificar alternativas ao 4-3-3 híbrido testado hoje.

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Imagem: Internet

Próximos passos: Tuchel prometeu “clareza” na próxima convocação. A tendência é reduzir o rodízio e aproximar o grupo do que será levado à Copa, seguindo o modelo de França e Espanha, que já utilizam suas equipes titulares em amistosos recentes.

Em síntese, o empate diante do Uruguai reforça que a Inglaterra ainda busca identidade tática. O tempo para ajustes existe, mas cada minuto desperdiçado em testes excessivos pode custar caro em um Mundial que não perdoa falta de entrosamento.

Com informações de The Guardian

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