Justiça condena membros de organizada do Palmeiras que invadiram Academia de Futebol

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São Paulo, 2 de abril de 2026 – A Justiça paulista condenou três integrantes da Mancha Alvi Verde pela invasão à Academia de Futebol do Palmeiras, ocorrida em 1º de agosto de 2024, quando o grupo protestou contra a eliminação para o Flamengo na Copa do Brasil. As penas variam de sete a oito meses de detenção e incluem pagamento de multas e, em um dos casos, prestação de serviços comunitários. Os réus poderão recorrer em liberdade.

O que motivou a invasão de 2024

A derrota para o Flamengo, que culminou na eliminação do Verdão na Copa do Brasil, elevou a temperatura entre parte da torcida organizada e o elenco. Horas após o jogo, cerca de 30 torcedores, liderados por Felipe Mattos dos Santos, Jorge Luís Sampaio Santos (então presidente da Mancha) e Thiago Amorim de Melo, pularam o portão de acesso ao centro de treinamento. Relatos de funcionários indicam ameaças a jogadores e promessas de novos atos de vandalismo, o que levou o clube a registrar boletim de ocorrência por violação de domicílio.

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Detalhamento das penas

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Felipe Mattos dos Santos: 7 meses de detenção (regime aberto) + 11 dias-multa;

Jorge Luís Sampaio Santos: 8 meses de detenção (regime semiaberto) + 12 dias-multa;

Thiago Amorim de Melo: 7 meses de detenção (regime aberto) + 11 dias-multa; pena substituída por prestação de serviços comunitários.

Na sentença, o juiz Sérgio Ricardo Duarte destacou que o caráter organizado e a ameaça reiterada aos atletas configuram “grave perturbação da ordem pública”, justificando a condenação mesmo sem antecedentes criminais relevantes.

Raio-X: invasões a centros de treinamento no futebol brasileiro

• Entre 2020 e 2025, pelo menos sete clubes da Série A registraram boletins de ocorrência por invasões ou protestos violentos em seus CTs.
• O Palmeiras abriu dois B.O.s nesse período: um em 2022, após protesto contra a diretoria, e outro em 2024, referente ao episódio agora julgado.
• A Mancha Alvi Verde, fundada em 1983, já foi alvo de pelo menos três suspensões de seus benefícios de torcida organizada no Allianz Parque, segundo dados de portarias da Polícia Militar de São Paulo.

Impacto institucional e nos próximos jogos do Palmeiras

A decisão judicial tende a fortalecer as medidas internas de segurança adotadas pelo clube desde 2024, como credenciamento biométrico obrigatório e aumento do efetivo de vigilância na Academia. O veredito também sinaliza tolerância zero a episódios de coação, oferecendo respaldo jurídico para o Palmeiras exigir termos de conduta mais rígidos junto às organizadas.

Dentro de campo, o elenco vive maratona decisiva: enfrenta o Grêmio nesta quarta (02/04) pelo Brasileirão, viaja a Salvador para encarar o Bahia (05/04) e, na sequência, estreia fora de casa na CONMEBOL Libertadores diante do Junior Barranquilla (08/04). A estabilidade no ambiente de trabalho é vista como fator-chave para manter o time competitivo nessa série de jogos em nove dias.

O que observar nos próximos meses

O processo segue passível de recurso, mas, caso mantidas, as condenações podem servir de precedente para outras ações contra torcidas organizadas que ultrapassarem o limite do protesto pacífico. No Palmeiras, a diretoria deve monitorar de perto o cumprimento das penas alternativas e reforçar canais de diálogo com torcedores para evitar novos episódios que impactem a preparação da equipe em plena disputa de Brasileirão e Libertadores.

Com informações de ESPN Brasil

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